O batismo do novo aeroporto de Bauru, previsto para ser entregue no próximo ano, está provocando uma disputa acirrada entre a Assembléia Legislativa e o Congresso Nacional. Nada menos que quatro projetos de lei para denominar o terminal aeroviário estão em tramitação, dois deles protocolados na última semana pelos deputados estaduais Sebastião Almeida (PT) e José Caldini Crespo (PFL).
As duas novas proposituras sugerem batizar o aeroporto com o nome do comandante João Ribeiro de Barros, mas só continuarão tramitando se o projeto do deputado Arnaldo Jardim (PSS), apresentado no ano passado com o objetivo de denominar o terminal de Moussa Tobias, for rejeitado. Segundo a assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa, a prioridade é do processo mais antigo.
Em Brasília, projeto de lei do senador Romeu Tuma (PFL/SP) também sugere o nome do aviador para o aeroporto. O processo está em tramitação desde 2004, por sugestão do ex-vereador jauense José Carlos Zanatto (PP).
Os parlamentares de Jaú, aliás, têm se mobilizado para homenagear o comandante João Ribeiro de Barros. O projeto de Almeida foi elaborado a pedido do vereador Rafael Lunardelli (PT), enquanto a propositura de Crespo foi um pedido do presidente da Câmara Municipal, José Carlos Borgo (PMDB).
Além da concorrência, outro fato que chama a atenção é a indefinição sobre quem tem a função de nominar o aeroporto. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) entende que a prerrogativa é do Congresso Nacional, que pode acatar sugestões das assembléias legislativas. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) afirma que o projeto pode ser apresentado por deputados estaduais, federais ou senadores.
A polêmica sobre a denominação do terminal surgiu a partir do momento em que o projeto de Tuma ganhou notoriedade na cidade, no início do mês passado. Muitos bauruenses se colocaram contra a proposta, defendendo a escolha de um homenageado nascido no município.
Enquanto isso, a segunda etapa das obras do aeroporto seguem em andamento. Na semana passada, a presidente municipal do PT, Estela Almagro, anunciou que a União liberou parcela de R$ 8,4 milhões para a continuidade dos trabalhos. O governo estadual também prepara licitação para iniciar uma nova etapa do serviço, que inclui a recuperação da rodovia Bauru-Iacanga, principal acesso ao terminal.