A estréia do técnico Tom Zé à frente da comissão técnica do Bauru Basquete em jogos oficiais não poderia ser em torneio com melhor denominação: Novo Milênio. A equipe bauruense espera que o jogo desta noite, contra Garça, às 20h, no ginásio adversário marque realmente o início de uma nova era no clube.
Depois de chegar ao auge com a conquista do título nacional em 2002, o Bauru Basquete passou a viver um período de muitas dúvidas e incertezas. Logo no dia seguinte à façanha, os patrocinadores da equipe campeã - Tilibra e Copimax, do Grupo Votorantim - retiraram o apoio.
A partir daquele momento o Bauru Basquete foi perdendo a força gradualmente até culminar com o licenciamento do Campeonato Paulista de 2003. No ano passado, surgiu a primeira luz no fim do túnel, com o aporte da Sukest, que passou a patrocinar a equipe no Estadual. No entanto, com um time montado às pressas, o Bauru/Sukest teve de disputar um triangular contra Unisanta e Pinheiros para não ser rebaixado.
O time conseguiu evitar a queda para a Série A2 e despertar o interesse de outos empresários da cidade. No início deste ano foi anunciado um novo patrocinador: a Plasútil. Logo depois de confirmada a parceria, a diretoria contratou o técnico Antonio José Paterniani, o Tom Zé, um dos maiores responsáveis pelo sucesso do projeto da Uniara de Araraquara.
É sob a denominação Plasútil-Sukest que o Bauru Basquete disputará o Torneio Novo Milênio, competição com 18 equipes paulistas das Séries A1 e A2. O prório Tom Zé classifica o torneio como “laboratório” para o Estadual.
O elenco que o técnico terá na competição é formado por cinco remanescentes do time do Paulista-2004 e mais oito contratados. Ficaram os pivôs André e Atílio, o ala-armador Zezinho e mais os laterais Soró e Marcel.
Foram contratados o experiente armador Djair, de 28 anos, mais os pivôs Leandro e Ricardo, ambos vindos de Mogi das Cruzes, e o ala Quiroga, revelado pelo Bauru e que estava na Hebraica.
A eles se somarão jovens promessas ainda em idade juvenil, como os armadores Neto, de Ribeirão Preto e Ricardo Velasco, de Belo Horizonte, mais o ala Zé Mauro, de Franca, e o pivô Douglas, de Belém. Os quatro formarão também a base da equipe juvenil, dirigida pelo ex-armador Raul Togni Filho, que disputará o Paulista da categoria.
O ala Soró, que viveu dois momentos extremos da equipe, já que estava no time campeão brasileiro de 2002 e retornou no ano passado, no Paulista, considera o time atual muito superior ao de 2004.
“Até quem não entende muito de basquete pode ver que é um outro time. O Tom Zé é um técnico experiente e vitorioso por onde passou. E, a mesma certeza que eu tinha de que não iríamos cair no ano passado eu tenho agora de que vamos levar este time para a Liga Nacional. Os torcedores podem contar com isso” afirma o confiante ala.
Já o armador Djair é um dos estreantes da noite, mas já conquistou a confiança de Tom Zé que o designou para ser capitão da equipe. “Pela minha rodagem acho que posso cumprir este papel que o Tom Zé me deu e fazer o melhor para a equipe. Este time vai ser de muita marcação, muita disposição em quadra, por isso terá muito revezamento e vamos precisar de todos os atletas”, avalia o jogador.
O pivô André que chegou no ano passado e agradou torcedores e diretores, também convenceu Tom Zé e começa como titular. “Este time está mais unido e treinando mais. Certamente não passaremos o sufoco do ano passado”, garante o pivô.
O Plasútil-Sukest começa a partida com Djair, Quiroga, Soró, André e Atílio.