Com a demissão de funcionários contratados através da Fundação da Universidade Estadual Paulista (Fundunesp), o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) não terá meteorologista para analisar dados do radar e gerar informações em alguns intervalos do dia, em diferentes períodos do mês, além de reduzir em 30% a capacidade de atender solicitações de laudos técnicos e a disponibilidade dos meteorologistas atenderem a imprensa.
A previsão é do diretor do IPMet, Roberto Calheiros, que ontem enviou nota à impensa frisando que serão feitos todos os esforços para minimizar os impactos das demissões. De imediato, dois meteorologistas e dois técnicos serão demitidos e nos próximos 90 dias um engenheiro de radar, um técnico de nível superior e um meteorologista serão desligados do instituto.
Calheiros, que na quarta-feira participou de reunião na Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), conta que o preenchimento dos cargos deixados vagos dependerá de análise de órgãos da universidade. O IPMet, diz ele, devido sua atuação operacional, deve ser custeado por outros órgãos do governo do Estado ou da União ou, ainda, pela iniciativa privada.
Ontem, Maurício Lima Verde, Sindicato Rural de Bauru e Região, levaria pedido à Secretaria de Agricultura para alocação para o IPMet de verba da pasta destinada ao programa de Microbacias Hidrográficas, para a construção de bacias de contenção de água da chuva.
A demissão na Fundunesp foi anunciada no início deste mês pelo reitor Marcos Macari porque os contratados pela fundação não são funcionários públicos e estão trabalhando em órgãos públicos. Eles foram contratados através de processo seletivo. “A demissão também visa sanear a Fundunesp”, frisa Calheiros. O IPMet tem 45 funcionários, dos quais oito são contratados pela fundação.