10 de julho de 2026
Geral

Pediatria no Núcleo de Saúde do Distrito de Tibiriçá já tem demanda reprimida

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

O atendimento pediátrico semanal que começou a ser oferecido no posto de saúde de Tibiriçá ainda não é suficiente para suprir a demanda do distrito. É o que afirmam moradoras consultadas pela reportagem e a própria responsável pelo posto, a enfermeira-chefe Aparecida Toth Lopes da Silva.

Há um mês, o pediatra Eli Roberto Garcia Filho está prestando serviços às sextas-feiras pela manhã no posto de saúde local. Entretanto, a procura tem sido maior do que a capacidade de atendimento definida por semana: de 24 crianças. Ontem, o posto chegou a atender 30 pacientes. Outros cinco, que esperavam ser atendidos, tiveram suas consultas agendadas apenas para a próxima sexta-feira.

A enfermeira-chefe admite a necessidade de que as consultas fossem oferecidas mais de uma vez na semana. “Há uma demanda reprimida. Existe, com certeza, a necessidade de aumentar o número de dias (de atendimento) do pediatra”, observa a responsável, destacando que o distrito conta com cerca de 700 crianças.

O pediatra também reconhece que a disponibilidade de médico um dia na semana está aquém do atendimento ideal. “Em média, duas vezes por semana seria o ideal. Mas enquanto isso, eu estou atendendo até um pouco mais (de crianças) e faço o que posso na medida do possível”, diz.

A diretora de Divisão de Núcleos, Luciane Melges Gregolin, e a secretária municipal de Saúde, a médica Tereza Maria Speranza Faifer, não foram encontradas para comentar a possibilidade de ampliação dos dias de atendimento na unidade.

O posto de Tibiriçá ficou cerca de cinco anos sem contar com médico pediatra. Até então, as crianças tinham de ser encaminhadas para núcleos de saúde de Bauru.

Apesar da demanda reprimida observada ontem, a disponibilização de pelo menos um pediatra na unidade de saúde do distrito trouxe alívio para mães como Leda Cristina de Souza, 26 anos, que mora em uma fazenda e tem quatro filhos.

“Antes, se a criança tivesse qualquer coisinha, a gente tinha que se deslocar até Bauru. Muitas vezes não tinha horário de ônibus. A criança tinha que esperar e a saúde dela piorava”, observa Juliana Aparecida Jorge de Souza, 20 anos, que aguardava atendimento ontem para o filho de 1 ano.

Daniela da Silva, 23 anos, conta que já teve de perder o dia de trabalho na lavoura para encaminhar o filho até o posto de saúde do Núcleo Gasparini, em Bauru. A mesma situação já foi vivida pela doméstica Geani Oliveira de Araújo, 21 anos.

“Com o pediatra, a situação melhorou bastante. Mas eu acho que deveria aumentar a quantidade de vezes que ele vem aqui por semana”, diz a moradora, que reclamava da demora do atendimento ontem pela manhã.