08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

As duas faces da criminalidade


| Tempo de leitura: 2 min

Em virtude das inúmeras rebeliões ocorridas nos complexos penitenciários, seria oportuno repensar a legitimidade e o funcionalismo do sistema carcerário.

Na verdade, a Febem funciona, atualmente, como um verdadeiro ensino fundamental do crime. Afinal, praticam e são expostos aos mais variados atos de selvageria dentro de um ambiente que, em tese, deveria ser de reabilitação.Pura balela!

A vida dentro da espiral do tráfico facilita o crescimento da criminalidade.

O problema é que neste país todos fazem parte do crime. Não há quem o reprima. Desde a pessoa que compra sem nota fiscal, até o assassino em série, todos são criminosos.

A criminalidade entre jovens é algo que ocorre desde seu nascimento. Muitas vezes esses jovens são filhos não planejados, de outros jovens. Eles são criados sem estrutura, soltos no mundo. E, em decorrência disso, transformam-se em marginais.

Porém, o mais assustador é o crescimento da criminalidade entre jovens de classe média, que teriam tudo para dar certo em suas vidas. A pergunta é: por que isso ocorre?

Muitas vezes esses jovens não recebem atenção de seus pais. O encargo de educá-los é concedido aos programas de televisão, à escola (que muitas vezes já se tornou liberal e sem parâmetros) e as babas e empregadas.

Tornam-se jovens liberais demais e revoltados. Dedicam-se então a pixações, além de recorrerem às drogas, como refúgio de sua carência. E mesmo sem precisarem de dinheiro, roubam e às vezes até matam, apenas por prazer.

Devido, no entanto, à “justiça” maleável deste país, esses jovens ficam impunes, graças a seu sobrenome e a influência de seus pais.

Quando são presos (isso esporadicamente) e não conseguem obter a liberdade, simplesmente fogem. Não costumam pensar em mudar seu comportamento.

Já os mais pobres são logo presos, as vezes até eliminados. E se conseguem a liberdade têm que voltar para o crime para sobreviverem.

Esse é o País no qual vivemos, nem tão bom, nem tão ruim, apenas o Brasil multifacetado. (Juliana Taranha - RG: 47.601.584-4)