Segundo a sabedoria oriental, o caminho mais correto é ter uma grande causa. Se você não tem uma grande causa, não está no caminho mais correto.
Não adianta fazer aquela cara de bonzinho, de religioso e de bom cidadão.
Nesse caso, causa subentende algo altruísta, visando o bem de outras pessoas. Tem a ver com mudar algo que está errado.
Como na humanidade ainda reina a lei do interesse e não da justiça, existem muitas causas para serem trabalhadas.
Se observamos bem a natureza, é um projeto de cooperação, de forma muito harmoniosa. Basta ver o sistema ecológico, a fauna e o corpo humano. Este último, por exemplo, é constituído de bilhões de células que trabalham em sintonia, uma auxiliando a outra. Problema de saúde significa ausência de cooperação entre células na região do corpo onde surgiu a anomalia, geralmente gerada por pensamentos negativos da pessoa.
Entidades beneficentes triunfando em seus objetivos de assistir, bem como empresas desenhando projetos de responsabilidade social, são indícios de que a sociedade está caminhando, apesar de vagarosa, para se tornar mais cooperativa.
Se você não está envolvido em uma grande obra, com certeza está desperdiçando talentos em atividades que geralmente não agregam valor.
O investimento feito no ser humano foi enorme. Não justifica passar tanto tempo em ilusão, não percebendo que fomos concebidos para resolver grandes problemas. O cérebro tem capacidade inimaginável.
Agora, para descobrir qual deve ser a sua grande causa, tem que investir pesadamente em autoconhecimento e reduzir necessidades supérfluas. Autoconhecimento é a via para se perceber o que veio fazer aqui na Terra.
Muitos dizem que não sobra tempo, nessa correria normal dos dias atuais, para se conhecer melhor. Não concordo. É tudo questão de priorização. Na vida, são muitos dias, meses e anos. Não justifica reservar tempo para conhecer a sua geografia e história.
O autoconhecimento é o alicerce para a auto-estima, a autoconfiança e o autocontrole.
Com relação a reduzir as necessidades supérfluas, não é fácil. A sociedade atual tem adoração por novas necessidades.
Falar “não”, nesse caso, significa muitas vezes ser excluído do grupo social. Mas a verdade tem que ser dita: muitas necessidades servem como elementos que distraem e dispersam, dificultando a visão do caminho correto.
Os mesmo orientais costumam afirmar que a maior riqueza está em reduzir as necessidades. Cheio de necessidades, o homem fica mais pesado e exigente.
Sem um grande objetivo comunitário, a vida fica sem sentido. Dá impressão que tudo é rotina. Surge um vazio inexplicável.
O mundo seria bem melhor se uma pequena porcentagem da população ouvisse o seu coração e se dedicasse a uma grande causa.
Quando se atinge tal estágio, a compreensão da vida é maior, você esquece de si, entra em freqüências de pensamentos superiores, e tudo começa ter um sentido maior. Experimente!
Sugestão de melhoria\
Não fale das pessoas. Fale com as pessoas.
Davison de Lucas - diretor da M. Davison & Associados.