09 de julho de 2026
Mulher

Aposte nos ponchos e xales no outono/inverno

Rita de Cásssia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Os ponchos, xales e boleros estão de volta. Tentaram emplacar no inverno passado, mas deram apenas um rasante. Este ano, eles prometem aportar com força total na estação que está se iniciando. Sem o compromisso da estética tradicional, dos tempos de nossas avós, a vestimenta que nos remete ao Peru e à Bolívia chegam numa versão mais tropical, adaptável ao nosso clima.

As lãs mais pesadas foram abolidas para dar lugar às mais leves, linhas e tecidos que podem ser utilizados numa versão mais contemporânea. Em cores vibrantes ou no tradicional preto, as peças não podem faltar no guarda-roupa de outono/inverno da mulher que acompanha a moda.

Versáteis, elas poderão ser usadas em qualquer ocasião e no horário de preferência. Se acompanhadas de um belo broche ou fivela com pedrarias, fazem um conjunto harmônico e elegante para uma noite de festa.

Na companhia do jeans e do tênis elas não fazem feio, formam um conjunto mais despojado, solto. As cores podem variar, sendo que os mesclados deverão ganhar mais espaço. Combinam mais facilmente com outras peças do vestuário e com os sapatos, que vão desde o velho tênis, passam pelo scarpin e chegam nas botas de cano curto.

A versão abrasileirada dos ponchos não tem a pretensão de agasalhar, é sinônimo de leveza. Os modelos ‘quadradões’ e soltos, que por sinal disfarçam os ‘pneuzinhos’ da cintura, prometem figurar nas principais vitrines. Os mais ajustados exigem uma silueta mais esguia.

As grifes apostam nas peças confeccionadas em chamois, linha de algodão, fios sofisticados confeccionados em crochê e tricô, assim como na mistura da seda com renda. Mas, se você sabe mexer com as agulhas, crie seu próprio modelo, ouse e faça seu poncho, xale ou bolero exclusivo, com a sua assinatura.

O estilista e artesão Geraldo Tadeu Mattar Batista, mais conhecido por Gê Mattar, lembra que o poncho é uma vestimenta bastante usada pelos gaúchos. “Na década de 70 foi utilizada pelos hippies e agora volta numa versão retrô.”

Já os boleros e pelerines (capas) são da década de 50. “Eles estão voltando com nova roupagem, mais despojados e leves, numa nova textura.”

As cores também mudaram na versão 2005. O rosa bebê, o rosa antigo, marrons, pretos e roxo carbono devem ganhar destaque nessa estação, ressalta o estilista.

As peças são bastante versáteis na opinião dele. “Os ponchos serão considerados peças básicas se usados com jeans, camiseta e tênis. Mas acompanhados de um vestido longo, ou uma calça social, as peças ganham um ar de sofisticado e servem como traje de noite. “Dependendo da roupa, sapato ou acessório a peça pode ganhar outro status.”

O poncho criado pelo artesão tem gola avantajada por conta da criatividade dele. “Os ponchos têm gola careca, mas como eu gosto de golas altas, recrie a meu modo e dei versatilidade. A gola vira capuz ou meio capuz, dependendo do gosto e do jeito que a pessoa quiser.”

O xale ganhou fivelas para acomodar melhor ao corpo. “É mais charmoso. A fivela ajuda o xale a se ajustar ao corpo.”

Ele também criou um miniponcho, que pode ser usado como uma blusa de um ombro só ou um tomara-que-caia. “Usa-se também como minissaia sobre de um legging. É uma peça super versátil.”

Na versão atual, o bolero é mais comprido. “No inverno passado, ele foi usado mais curtinho. Sobre um belo vestido, o bolero torna uma peça chiquérrima.”

Febre do cachecol

No inverno passado, o cachecol esteve presente em todas as vitrines do país. Em cores, tamanhos e tipos diferentes eles se fizeram notar e ganharam espaço na estação mais fria do ano. O sucesso foi tanto que o acessório retorna nesta estação como peça essencial.

Gê Mattar aposta nas versões mais coloridas. “No ano passado foi uma febre e este ano promete repetir a dose. Os mais coloridos possíveis são os que ganharão mais destaque, uma vez que combinam com a roupa básica. Nas fotos, a modelo bauruense Agda Lucy Barbosa Rosa veste as peças que estarão em alta no outono/inverno.