08 de julho de 2026
Geral

Escola da Juventude começa tímida

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Foi muito baixa a adesão dos alunos ao programa Escola da Juventude em seu primeiro fim de semana de funcionamento em Bauru. Das 300 vagas oferecidas na cidade, apenas 66 haviam sido preenchidas até o final de semana. Desses matriculados, somente uma pequena parte compareceu ao primeiro dia de aula, que foi marcado por desencontros.

Ensino médio pode ser concluído em um ano

A Escola da Juventude é um programa da Secretaria de Estado da Educação e tem como objetivo atender alunos com mais de 18 anos que ainda não concluíram o ensino médio.

As aulas são apenas nos fins de semana. Cada turma é formada, no máximo, com 50 alunos. As aulas só serão ministradas aos domingos se houver a necessidade de abrir duas turmas. Caso contrário, será apenas aos sábados, das 9h às 12h30 para as aulas optativas e das 13h30 às 17h para as aulas obrigatórias.

A duração do curso é de um ano e meio. Mas se o aluno puder fazer as aulas nos dois períodos (optativas e obrigatórias) é possível concluir o curso em um ano. Entre as disciplinas estão língua portuguesa, inglês, literatura, artes, história, geografia e matemática, entre outras. O curso é gratuito. Para se matricular é preciso ter concluído a 8ª série do ensino fundamental. (AC)

Serviço

As matrículas para a Escola da Juventude estão abertas e as aulas começam efetivamente no próximo sábado. O telefone da escola Joaquim Rodrigues Madureira é (14) 3239-9191; da escola João Maringoni é (14) 3239-1381; e da escola Luiz Zuiani, (14) 3203-2553.

Na escola estadual Joaquim Rodrigues Madureira, no Parque Vista Alegre, por exemplo, nenhum aluno apareceu para a aula inaugural, anteontem. Essa aparente falta de interesse tem uma explicação, segundo o orientador de ensino Gustavo Soliani.

Os 25 alunos do supletivo, quando fizeram a matrícula, não foram avisados do início das aulas. Até a semana passada, ainda não havia uma definição clara de quando começaria o curso. Segundo Soliani, essa teria sido a razão principal pela falta de alunos no primeiro dia de aula. Ontem, Soliani ficou de “plantão” na escola para atender os alunos que eventualmente comparecessem e dizer que as aulas começam efetivamente no próximo sábado. Dos quatro que compareceram, dois não eram matriculados e queriam informações sobre o curso.

O aviso sobre o início das aulas deverá ser reforçado por um comunicado da diretoria da escola a todos os 25 matriculados.

Na escola estadual Luiz Zuiani, no Parque São Jorge, o comparecimento foi maior, mas não menos confuso. Anteontem, compareceram apenas dez dos 24 alunos cadastrados. Uma outra parte apareceu ontem, porque não sabia que as aulas começariam no sábado.

Além da falta de organização quanto ao início das aulas, na avaliação de Soliani faltou também divulgação do curso. A mesma opinião é compartilhada pela monitora Jaqueline Viotto Anastácio, que ficará responsável pelas aulas de informática do supletivo na escola Luiz Zuiani.

Ela acredita que a quantidade de alunos aumentará após a divulgação na imprensa do funcionamento da Escola da Juventude. Além das escolas Joaquim Rodrigues Madureira e Luiz Zuiani, também participa do programa, em Bauru, a escola estadual João Maringoni, do Núcleo Beija-Flor, que até a semana passada havia feito a matrícula de apenas 17 alunos. Cada uma das três escola oferece 100 vagas.

A perspectiva de conseguir um emprego melhor motivou o metalúrgico Anselmo Prats Alexandrino, 25 anos a procurar a Escola da Juventude. Ele concluiu a 8.ª série há quatro anos e agora quer o diploma do ensino médio. Segundo ele, isso é o mínimo que quase todas as empresas estão exigindo de seus funcionários.