08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bienal do livro


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Causou-nos estranheza - a mim e ao ex-secretário municipal da Cultura, Sérgio Losnak - a versão tornada pública no tocante à não-realização da III Bienal do Livro em nosso município.

A Imprensa Oficial do Estado teria afirmado, segundo essa versão, que o cancelamento da referida mostra seria conseqüência do desinteresse de nossa parte em promovê-la.

Trata-se, sem a menor dúvida, de uma afirmação extremamente injusta e inconcebível. Lembro-me de ter recebido correspondência, seguida de visita pessoal de representantes da Imprensa Oficial, com a proposta de integrarmos o Circuito Estadual do Livro em parceria também com a Câmara Brasileira do Livro e a Associação Nacional de Livrarias. Nossa Prefeitura era chamada a aderir a essa promoção, mediante algumas condições que aceitamos de pronto. Isto se deu em 2001.

Com o apoio logístico de nossas secretarias de Cultura e Educação, respaldadas pelos demais órgãos do governo municipal, a I Bienal foi instalada no complexo Mixage, ali na Praça Portugal. Prestigiada pelo presidente da Imprensa Oficial, senhor Sérgio Kobayashi, contando com a presença de dezenas de autoridades estaduais e municipais, a abertura do evento incluiu banda de música, hasteamento de bandeiras etc., resultando disso tudo um êxito retumbante. Milhares de estudantes da cidade e região passaram por lá.

Publicações da época, neste JC e outros órgãos de comunicação, levaram os promotores da Bienal a garantir-nos na etapa subseqüente (em 2003). A esta associou-se a USC, sediando o evento. No dia 29 de setembro de 2003, o JC publicou esta notícia: “Segundo o senhor Emerson Bento Pereira, da Imprensa Oficial, é muito provável que Bauru sedie novamente o evento em 2005. Das cidades que fazem parte do Circuito Paulista do Livro, Bauru foi até agora a única a recepcionar o evento literário pela segunda vez num intervalo de dois anos”.

Salvo melhor juízo, entendo que não caberia à minha administração cuidar da realização da Bienal deste ano. Anunciá-la seria uma intromissão nas decisões do atual governo municipal, no âmbito das pastas de Cultura e Educação. Sendo o evento de iniciativa da Imprensa Oficial do Estado, desde que o órgão não mais considera prioridade a multiplicação das Bienais do Livro, considero absurda a tentativa de atribuir ao nosso governo, findo em 31/12/04, qualquer responsabilidade pela não-realização do evento que acolhemos com carinho e entusiasmo em suas duas edições anteriores. Sou muito grato pela divulgação destes esclarecimentos.

Nilson Costa - ex-prefeito municipal