09 de julho de 2026
Esportes

Série A2: Noroeste permanece sem treinador

Por David Cintra | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 4 min

O Noroeste não conseguiu ontem, pelo menos até o fechamento desta edição, um substituto para o técnico Ivo Secchi, que deixou o comando da equipe anteontem à noite após a vitória por 3 a 1 sobre a Matonense, em Jaú.

O gerente de Futebol do clube bauruense, Celso Zinsly, revelou que recebeu muitas ligações durante todo o dia. “Desde as nove horas da manhã não saí do celular. Mas não chegamos a nenhum acordo com ninguém. Apesar de ser prioridade contratar um novo técnico, não temos pressa, porque a pressa induz ao erro e estamos num momento do campeonato em que não podemos errar”, afirmou Zinsly.

Os nomes mais especulados, logo após a saída de Secchi, foram os de Luís Carlos Martins e Vítor Hugo. No entanto, o primeiro foi anunciado pelo Mirassol. “O Luís é um grande amigo nosso e sabíamos das propostas que ele tinha. Não temos como concorrer. O Náutico, por exemplo, estava oferecendo R$ 25 mil para ele. Se o Mirassol cobriu isso, dá para imaginar onde eles chegaram”, analisou o gerente.

“Todo mundo quer subir e está investindo alto, mas só que alguns clubes oferecem e não pagam. Nós temos o pé no chão. Vamos investir sim, mas dentro do que podemos realmente pagar”, completou Zinsly.

Em relação a Vítor Hugo, atualmente técnico do Araçatuba, Celso garantiu que não houve nenhuma tentativa de tirá-lo da AEA. “Não tem nada. Antigamente, quando caía técnico em Bauru, imediatamente se cogitava os nomes do Varlei (de Carvalho) e do Marco Antônio (Machado). Hoje é o do Luís Carlos e do Vítor, mas não tem nada com nenhum deles”, afirmou.

Por outro lado, o elenco folgou ontem e se reapresenta hoje. Como tem ocorrido em todas as terças-feiras, as atividades do dia serão todas em relação à parte física. Pela manhã, a condição atlética do elenco será avaliada pelo preparador-físico Ademir Martins, que à tarde coordenará um treino sem bola.

O Noroeste volta a campo pela Série A2, em que ocupa a quarta colocação no Grupo 2, neste sábado, quando recebe o Oeste no estádio Alfredo de Castilho. O Alvirrubro precisa “fazer a lição de casa” para se manter na zona de classificação para um dos dois quadrangulares que apontarão os times que subirão para a Primeira Divisão estadual em 2006.

Rodada “quente”

A 12ª rodada do Paulista da Série A2, encerrada no último domingo, deu o que falar. E continua dando. Ontem, não faltaram problemas em vários clubes. Alguns estão sem técnico, o Nacional entrou com protesto contra arbitragem e houve até uma tentativa de homicídio na Francana e roubo de renda em Ribeirão Preto.

Além da saída de Ivo Secchi do Noroeste e da troca de Ivan Baitello por Luís Carlos Martins no Mirassol, mais um time ficou sem comandante em campo após a rodada de anteontem.

O técnico Toninho Moura se desligou do Taubaté ontem pela manhã, alegando desgaste pela campanha irregular do time. O clube do Vale do Paraíba também não definiu quem será seu novo treinador.

Além disso, uma denúncia de escalação irregular do meia-atacante Jonhson pode fazer o Juventus perder seis pontos, após a tumultuada vitória, por 4 a 2, sobre o Nacional. O atleta se transferiu do América na semana passada, onde tinha sido expulso na vitória, de 1 a 0, sobre o Guarani. Teria, portanto, que cumprir a suspensão automática.

É o que alega a direção do time da Barra Funda que também enviou uma fita à Federação Paulista de Futebol (FPF) para protestar contra a arbitragem de Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.

Um outro caso inusitado e que quase terminou em tragédia aconteceu em Franca, domingo à noite. O volante Evandro, que estaria embriagado, ameaçou com uma faca o atacante Dalmo durante uma briga nos alojamentos da Casa do Atleta, alugada pelo clube.

A polícia foi acionada, mas não apareceu e a briga só terminou com a intervenção dos outros jogadores. Evandro acabou demitido e Dalmo passa bem.

Outra ocorrência policial aconteceu em Ribeirão Preto. Parte da renda da partida entre Comercial e Mirassol, realizada no sábado, foi roubada das mãos do próprio presidente do clube mandante, Santino Soares, após o jogo.

Segundo Soares, ele se dirigia a uma pizzaria com a família, em seu carro, quando sua esposa foi abordada por um motoqueiro, que teria exigido o dinheiro e apontado uma arma. Um tiro ainda foi disparado, mas não acertou em ninguém. A polícia ainda não tem pistas sobre o assaltante, que fugiu. “Foi um susto grande por um dinheiro ridículo”, sintetizou o cartola. O prejuízo foi em torno de R$ 3 mil.