08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Viver ou sobreviver?


| Tempo de leitura: 2 min

É de conhecimento geral que, infelizmente, vivemos em meio a um mundo de guerras, onde muitos inocentes são mortos por pura crueldade e vingança. A pergunta que se faz a respeito é: Até quando?

O medo tomou conta das pessoas. Não se sai mais nas ruas sem a preocupação do que poderá acontecer. As crianças perderam o direito de ter uma infância livre. Elas passaram a ficar presas dentro de suas casas e, com isso, deixaram de ter uma vida sadia, passando a ficar o dia inteiro na frente das milhares de tecnologias existentes, que acabam por tomar conta de suas mentes.

O Brasil contabiliza cerca de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes. Esse resultado pode ser comparado ao número de vítimas de uma guerra civil. A violência urbana afeta, de forma incisiva, as decisões de investimentos no País, ou seja, nenhuma empresa deseja colocar em risco a segurança de seu patrimônio, fazendo com que nosso País perca comércio e, conseqüentemente, dinheiro. A violência, além de causar muito sofrimento para as pessoas, é também uma das causas do atraso econômico brasileiro.

A segurança deve ser considerada um legítimo direito à cidadania. O cidadão é muito penalizado com toda essa violência e é obrigado a viver como um prisioneiro em sua própria casa. Numa insensata e ingrata inversão de valores, tornamo-nos reféns do nosso próprio medo, da nossa própria impotência.

É muito triste ver que, a cada dia que passa, essa situação, em vez de melhorar, agrava-se. É impossível conseguir viver totalmente feliz sabendo que a qualquer hora poderemos ser o alvo. A violência no mundo é um ciclo que começa e termina nele mesmo, sem benefício pra ninguém, a não ser para os líderes do crime organizado, na exploração daqueles que, direta ou indiretamente, foram ou serão suas vítimas. E as autoridades? Ah, as autoridades, deitadas em eterno berço esplêndido, debruçam-se incansavelmente na resolução das mazelas sociais com a mesma finalidade com que choram as carpideiras profissionais.

Lilian Oliveira Roberto - RG: 44.018.927-5 - estudante