10 de julho de 2026
Política

ETE na divisa com Pederneiras esbarra em pendência na União

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) acredita que a transferência do local escolhido para abrigar a futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bauru, da região do Distrito Industrial 1 para a divisa com Pederneiras, é inviável em razão de pendências judiciais. A mudança é defendida por representantes do meio empresarial.

Agostinho avalia que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) terá muitas dificuldades se optar pela nova área. “Ela pertence à Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e está em litígio, porque foi invadida pelos sem-terra e por grileiros. Além disso, parte dela está concessionada para empresas do setor florestal. O local que seria destinado especificamente à ETE é de mata e representa a reserva legal da fazenda. Por isso, não poderia ser desmatado em hipótese alguma”, comenta.

O parlamentar lembra, ainda, que o terreno na divisa com Pederneiras exigiria um gasto extra de R$ 4 milhões para a instalação de interceptores, já que é mais distante. “Sem contar que o estudo de impacto ambiental teria que começar do zero, o que geraria outro custo”, frisa.

Os empresários contrários à construção da ETE no espaço originalmente escolhido pelo DAE argumentam que ela trará prejuízos às indústrias que ficam ao lado da área, especialmente às do ramo alimentício. Eles também destacam que uma creche está sendo erguida nas proximidades do local.

Para Agostinho, o DAE não deveria alterar o projeto, mas caso a mudança seja necessária ele sugere um terreno intermediário entre as duas áreas. O local chegou a ser analisado pela autarquia há alguns anos, mas não houve acordo com o proprietário.