07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Devolução

A ex-vereadora Catarina Carvalho aguarda um parecer do setor jurídico da prefeitura para saber se poderá ou não parcelar a devolução da verba de representação que recebeu em 1998, quando ocupava o cargo de 1ª secretária da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) entendeu que o benefício deveria ter sido pago apenas ao presidente da Casa.

• Três anos

Catarina diz que pretende dividir os cerca de R$ 17 mil que precisará devolver em 36 parcelas. Na semana passada, o ex-vereador Paulo Agustinho, 2.º secretário da Mesa Diretora em 1998, fez o depósito do valor nos cofres da prefeitura. O vice-presidente da Casa naquela época, Rino Biaggio, responde à ação movida pelo Ministério Público com o intuito de promover o ressarcimento da verba que o ex-parlamentar recebeu há sete anos.

• Refis

O vereador José Carlos Batata (PT) nega que a demora para se manifestar a respeito do projeto de Refinanciamento Fiscal (Refis) na Comissão de Justiça seja um represália por não ter conseguido apoio do governo para disputar a presidência da Casa. O petista afirma que só não emitiu parecer ainda porque não recebeu documentos que avalia serem fundamentais, como a lista dos maiores devedores do município.

• Outros relatórios

Para Batata, esse tipo de informação já deveria estar anexada ao processo quando ele foi enviado ao Legislativo. Ocorre que esse tipo de informação também já passou pela Câmara Municipal nos últimos meses. E é de conhecimento no meio que o Legislativo costuma receber relatórios com dados que vão desde receita, despesa a devedores e execução orçamentária.

• Prerrogativa

Mas Batata, ainda assim, tem a prerrogativa de requisitar os dados que julgar importantes à sua avaliação como relator da matéria. Outro fato é que a relação de maiores devedores já foi abordada várias vezes nos últimos anos, seja em sessões ou audiências públicas, e os barões que não pagam impostos são os mesmos. E tem mais um detalhe: a Comissão de Justiça, na essência, avalia conteúdo legal dos projetos e não financeiro e econômico, atribuição que é da Comissão de Economia. E Batata está na Comissão de Justiça.

• Nepotismo

Enquanto o Congresso Nacional discute a criação de emenda constitucional para proibir a prática de nepotismo nos três poderes da União, o presidente da Câmara Municipal, vereador Toninho Garmes (PSDB), lembra que ele conseguiu aprovar lei semelhante em Bauru há alguns anos. Projeto do tucano passou a impedir a contratação dos parentes de ocupantes de cargos eletivos, secretários e presidentes de autarquias para funções comissionadas no Executivo e no Legislativo.

• Gente humilde

Colaboradores do prefeito Tuga Angerami durante a campanha eleitoral, integrantes de grupo que pode ser batizado de baixo clero, estão descontentes com o tratamento recebido no Gabinete. As informações são de que as portas não estão abertas para todos. A questão é que foram exatamente os movimentos organizados mais humildes que arregassaram as mangas para pedir votos para o pedetista.

• Longe das ruas

Enquanto isso, a insatisfação também chega a pessoas simples que reclamam, por exemplo, do sumiço de assessores do prefeito, como o presidente municipal do PMDB, Alex Gasparini, que está com cargo de assessoria no Palácio das Cerejeiras. Militantes da campanha estão se sentindo desprestigiados e o PMDB até agora não teria nem realizado encontros entre a cúpula e os filiados para discutir a participação no governo.