09 de julho de 2026
Geral

Falta de oxigênio matou peixes no espelho d’água da Cerejeiras

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Um relatório produzido pelo departamento de biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, divulgado ontem, mostra que o baixo nível de oxigênio provocou a morte de peixes no espelho d’água localizado no jardim do Palácio das Cerejeiras, no final de março.

A professora do departamento de biologia da Unesp, Jandira Liria Biscalquini Talamoni, ressalta que várias medidas necessitam ser implementadas para prevenir a mortandade de peixes no lago das Cerejeiras. Foi constatado pelos exames de três amostras colhidas em diferentes dias alguns problemas com a qualidade da água e a diminuição do oxigênio devido à poluição.

Também foi verificada uma concentração de quatro miligramas de oxigênio por litro d’água. Talamoni ressalta que quando essa taxa está próxima de três miligramas por litro, as espécies mais sensíveis morrem. O exame de condutividade elétrica da água nas amostras analisadas estava acima do normal. Isto indica grande quantidade de minerais e nutrientes decorrentes da decomposição de matéria orgânica.

“Dá para inferir que é de folhas, produzidas no próprio lago por conta da luminosidade alcançar o fundo e riqueza de nutrientes”, explica. Outro problema apontado no relatório é a poluição causada pelos próprios freqüentadores do local. A bióloga indica em seu relatório a necessidade de um sistema que faça circular com maior rapidez a água no lago para uma melhor oxigenação.

A bióloga da Organização Não-Governamental Naturae Vitae, Fátima Schroeder, diz que pretende entregar o relatório diretamente ao prefeito Tuga Angerami (PDT).