Os funcionários públicos municipais de Bauru aprovaram ontem, durante assembléia, a instalação de estado de greve. Eles voltarão a se reunir no dia 26 para decidir se irão efetivamente paralisar as atividades. A categoria, que tem data-base em março, reclama que a administração municipal ainda não apresentou nenhuma proposta de reajuste salarial.
O funcionalismo reivindica 11,66% de reposição, adicional de R$ 130,00 para cada funcionário e aumento do vale-compra, de R$ 132,00 para R$ 200,00. Há um mês, representantes da prefeitura solicitaram ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) prazo de 120 dias para oferecer um índice de aumento. A alegação foi que o município passa por dificuldades financeiras.
Os servidores pediram que a administração municipal oferecesse uma proposta de reajuste em 30 dias, prazo que venceu ontem. Durante novo encontro entre as partes, a prefeitura manteve a sua posição anterior.
“Nesse momento, não temos condições de disponibilizar qualquer percentual em razão da difícil situação financeira que atravessamos. Seria até uma irresponsabilidade”, comenta o chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Sérgio Canalli.
A diretora do Sinserm, Idelma Corral, não aceita as argumentações da administração municipal. Segundo ela, as chances de um movimento grevista ter início no dia 26 são grandes caso o comando do Poder Executivo não reveja o seu posicionamento.