O prefeito Tuga Angerami (PDT) se reúne na segunda-feira, em São Paulo, com o presidente da União Nacional dos Canavieiros (Unica), Eduardo Carvalho. Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, eles irão discutir a possibilidade de implantação de uma usina de álcool em Bauru.
Conforme o JC noticiou em janeiro, o assunto foi levantado pelo vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, empolgado com a expansão do setor de cana-de-açúcar e álcool no País. Segundo ele, cerca de 20 novas usinas estão sendo instaladas no Estado de São Paulo e a previsão é que outras 30 comecem a operar até 2010.
Lima Verde acredita que uma delas poderá escolher Bauru para operar, desde que haja vontade política para atrair os investidores. Na opinião do sindicalista, a cidade tem capacidade para abrigar uma usina de porte médio, com área de quatro mil alqueires. A previsão, nesse caso, seria gerar de 10 mil a 15 mil empregos diretos.
Ele também avalia que as condições de transporte que a cidade oferece, com rodovia, ferrovia, hidrovia e o novo aeroporto em construção são ideais para conquistar a simpatia dos empresários do setor.
O sindicalista destaca que fazer contatos com a Unica é a melhor estratégia para quem deseja atrair usinas, já que a entidade centraliza cerca de 70% do que é produzido no Estado. Lima Verde estará acompanhando Tuga na viagem a São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a comitiva também contará com a presença da secretária municipal da Agricultura, Maria Eugênia Gracia.
Enquanto Tuga e Lima Verde lutam pela instalação de uma usina em Bauru, o vereador José Carlos Batata (PT) tenta convencer a Petrobras a reativar os dois reservatórios de álcool que a empresa estatal mantém na cidade, localizados na região do Horto Florestal. Juntos, eles podem guardar 10 milhões de litros.
O petista argumenta que reservatórios de oito municípios estão sendo recuperados para que voltem a operar. Eles terão capacidade para armazenar 95 milhões de litros de álcool. Em Araraquara, por exemplo, foram investidos R$ 800 mil na reforma.
Batata afirma que a intenção do governo federal é centralizar a distribuição do produto para os postos de combustíveis, como era feito até meados da década passada. Além disso, a expectativa é aumentar as exportações para o mercado asiático. O vereador agendou para o dia 27, em Brasília, reunião com a direção da Petrobras.