10 de julho de 2026
Regional

Nordestinos começam a chegar para a colheita

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Com o início da safra da cana, milhares de trabalhadores nordestinos desembarcam nas cidades da região em busca de emprego. Os principais destinos são Dois Córregos, Barra Bonita e Jaú.

Enquanto dura a colheita, esses trabalhadores ficam em casas alugadas ou em alojamentos nem sempre em condições dignas de moradia. Essa situação vem sendo acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Após uma série de fiscalizações mais rigorosas, os promotores conseguiram um acordo importante com o Grupo Cosan, o maior empregador de cortadores de cana da região.

Até o ano passado, toda a mão-de-obra era terceirizada e nem todos os empregadores cumpriam a legislação trabalhista. A partir deste ano, só metade da mão-de-obra será terceirizada. O restante será contratado diretamente pelo Grupo.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaú, Hermínio Stefanin, o distrito de Potunduva, onde está a Usina Diamante, recebe todos os anos uma média de 800 trabalhadores de outros Estados para a colheita da cana. Na avaliação dele, essas vagas poderiam ser ocupadas por trabalhadores locais.

Em Barra Bonita, a safra da cana emprega anualmente cerca de 1.500 trabalhadores. Desse total, 800 são da cidade. Segundo o presidente do sindicato rural local, Vicente Teixeira, mesmo com tantos trabalhadores de fora, a cidade não conta com alojamentos. Eles normalmente alugam casas já equipadas com móveis, fogão, geladeira e outros itens importantes para o dia-a-dia.

Já em Dois Córregos, a precariedade dos alojamentos motivou algumas fiscalizações do Ministério Público Federal. Agora que o Grupo Cosan aceitou contratar diretamente pelo menos metade da mão-de-obra, a situação deve melhorar. Pelo menos isso é o que espera o presidente do sindicato local João Palomo. Segundo ele, chegam em média a Dois Córregos todos os anos cerca de 2 mil trabalhadores de outros Estados.