Repórteres mirins do JC Criança: O que você está fazendo na Feira? Luiz Vitor Martinello: Estou conversando com os alunos a respeito de literatura infantil e sobre criação literária.
JCC: Que tipos de livros você gosta de ler? Martinello: Gosto de ler todo tipo de livro, mas prefiro poesia.
JCC: Com quantos anos você começou a carreira de escritor? Martinello: Eu comecei aos 30 anos. Foi quando teve o lançamento do meu primeiro livro.
JCC: Você tem livros escritos em outras cidades? Martinello: Sim, o meu livro “O sapato que sabia andar” e o “Penuginha” foram editados pela editora do Brasil e circula por todo o País.
JCC: Quem te incentivou a ser escritor? Martinello: Quem me incentivou para a ser escritor foi principalmente o meu professor de colegial, o padre Humberto.
JCC: Para ser escritor, a gente precisa ter muita imaginação? Martinello: Um escritor caracteriza-se pela linguagem. Mas conta como a imaginação, que é o ingrediente que pode dar um tempero delicioso.
JCC: Como e você se sentiria se um de seus livros fosse devolvido para você por uma editora? Martinello: As editoras têm um ponto de vista comercial, mesmo se o livro é bom ou demorou para ser escrito, se não vender, a editora te devolve o livro.
JCC: Você acha que é difícil ser escritor? Martinello: Olha, eu não tenho a profissão geral de escritor, mas exige muito.
JCC: Quando você era criança, você imaginava que seria escritor? Martinello: Não, mas eu gostava muito de ler e ouvir histórias, porque, antigamente, as rádios reproduziam histórias.
JCC: Você gostaria de ter outra profissão? Martinello: Eu gostaria de ser publicitário ou jornalista.
JCC: Você gosta de fazer livros sobre objetos? Martinello: Eu sempre me interessei por objetos, porque eu acho que os objetos têm vida. Pretendo até escrever um livro para dizer que os objetos, quando não são estimados, se suicidam.
JCC: É bom trabalhar com crianças? Martinello: O bom de estar em contato com as crianças é por elas não terem vícios, é possível construir uma sociedade diferente e bem melhor.
JCC: Você trabalha com crianças? Martinello: Não. Não trabalho com crianças, mas já lecionei muito tempo para crianças de 5.ª série.
JCC: Fica mais gostoso trabalhar com crianças fazendo brincadeiras? Martinello: Sim. As crianças são espontâneas e aceitam as brincadeiras com muita alegria.
JCC: Da onde você tirou inspiração para escrever um livro sobre sapatos? Martinello: Eu analiso muitas pessoas pelos sapatos que elas usam, por isso fiz um livro assim.
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Dedê Rosa
Era uma menina cor-de-rosa O rosto cor-de-rosa E nos cabelos cor-de-rosa
Um chapéu cor-de-rosa Com flores cor-de-rosa E pássaros cor-de-rosa
Uma blusa cor-de-rosa. Uma sainha cor-de-rosa Uma meinha cor-de-rosa E os sapatos amarelos
PARA O SOL DIA DE CHUVA É FERIADO
escrito por Luiz Vitor Martinello para a sua filha Carolina Martinello, que vivia de roupas cor-de-rosa.
Repórteres mirins: Paulo Cesar Rodrigues Manso Junior, Regis Augusto Gonçalves, Paloma Viotto Galvão e Beatriz Vianna Carvalho