Uma família que conversa, é uma família feliz. Na opinião da psicóloga Maria Regina Corrêa Lopes Vanin, coordenadora do Instituto Bauruense de Psicodrama, o diálogo é de extrema importância para as relações familiares. “Principalmente o diálogo afetivo, em que há uma real troca de idéias e sentimentos. Sem isso, as pessoas se distanciam, os vínculos enfraquecem e os membros da família podem se tornar tão distantes como se fossem desconhecidos.”
Ela comenta que a família de hoje convive com excesso de trabalho, fator que pode afetar a convivência e o diálogo. “Por outro lado, os filhos também têm muitas atividades fora de casa. E mesmo o tempo que sobra para a família, muitas vezes não é aproveitado porque as pessoas com freqüência estão cansadas.”
Na opinião da psicóloga, esse tempo deveria ser bem aproveitado e priorizado. “É fundamental que as pessoas troquem idéias, falem de seus sentimentos e divirtam-se juntas. Se o tempo é escasso, que seja bem aproveitado. Quando a família se reúne, esse momento deve ser de encontro. Não se pode perder esse tempo só com cobranças.”
Na avaliação da psicóloga, se uma pessoa tem mais acesso à informação e ao conhecimento, bem como uma condição financeira boa, em tese ela deveria estar mais apta a se relacionar. “Mas nem sempre isso acontece. E uma condição para se estabelecer bons relacionamentos é ser maduro e saudável do ponto de vista emocional”, opina.