10 de julho de 2026
Regional

Famílias de sem-terra ocupam fazenda em distrito de Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Na madrugada de ontem, cerca de 150 famílias de trabalhadores sem-terra ocuparam a fazenda São Domingos de Tupá, localizada no distrito de Domélia, em Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru). Até o fim da tarde de ontem, nenhum incidente havia sido registrado. A ocupação foi pacífica.

Os policiais militares ficaram sabendo da invasão por volta das 8h30 de ontem, quando um caseiro da fazenda ligou comunicando o fato. Imediatamente foi deslocada uma viatura para o local. O comando da Polícia Militar em Bauru também enviou homens para a fazenda assim que ficou sabendo da ocupação.

De acordo com o major Pedro Batista Lamoso, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I), o envio de policiais teve como objetivo apenas conhecer a área e saber quais as principais vias de acesso. As informações, segundo o major, poderão ser úteis caso seja preciso cumprir um provável mandado de reintegração de posse. “Nós só vamos agir com ordem judicial”, disse o comandante. Enquanto a ordem não chega, o trabalho da polícia limita-se apenas ao planejamento de uma ação futura.

A fazenda São Domingos de Tupá fica na divisa de município entre Agudos, Lençóis Paulista e Borebi. Segundo policiais de Agudos, a área está sendo utilizada como pasto para a criação de gado.

A assessoria de imprensa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) divulgou nota ontem informando que a fazenda ocupada tem cerca de 14 mil hectares, dos quais 4 mil são reivindicados para a reforma agrária. Segundo a assessoria, as famílias que participaram da ocupação estavam há dois anos na região de Sorocaba, nos acampamentos Pátria Livre e Eldorado dos Carajás.

Na nota, a assessoria informa que a fazenda pertence a Iaras, quando na verdade está dentro do município de Agudos, considerado um dos maiores em extensão territorial no Estado de São Paulo. A assessoria fala ainda em 250 famílias. No entanto, o tenente Juliano Xavier, comandante da Polícia Militar de Agudos, acredita que o número não passa de 150 famílias.

A polícia não soube informar a identidade do proprietário. Disse apenas que ele reside em São Paulo, mas o administrador estaria com a documentação pronta para entrar com pedido de reintegração de posse.