Todos os dias em que levanto e olho para o céu nublado, escuro e obscuro me faço a mesma pergunta: há alguém realmente próximo a mim? Todos dizem que devemos nos preocupar com o nosso “próximo”, mas será que nesses tempos contemporâneos mostramos algum tipo de preocupação com os nossos próximos?
A maioria das pessoas responderiam essa pergunta com um não, e respondendo de tal maneira não estariam sendo mais do que sinceras, admitindo que a sociedade contemporânea é fria, gélida. É por causa dessas pessoas individualistas que o mundo é um lugar habitado por solidão, habitado por carência de amor.
Mas também há algumas pessoas que responderiam a mesma pergunta afirmando que sim. É por causa delas, acredito eu, que o mundo ainda não está totalmente congelado, insular.
Mas temos que rever os nossos conceitos, os nossos princípios, de que o próximo existe e pode estar esperando por uma mão amiga para superar algum desafio da vida, que não são poucos. Se não nos conscientizarmos disso, o mundo irá anoitecer por completo, e a solidão tomará conta dele tão rápido quanto a noite recai sobre o dia.
Lucas Bertolini - RG 46.760.233-5