A parturiente Carolina Fátima Marchezini, 19 anos, está no nono mês de gestação e a previsão é de que seu primeiro filho nasça em poucos dias. Na fila do pronto-atendimento da Maternidade Santa Isabel, ela não escondia a ansiedade dos dias que precedem o parto e lamentou o fato de ainda não poder ser beneficiada pela nova lei. “Tendo uma acompanhante tudo seria mais fácil”, diz a jovem.
O terceiro filho de Meire Regina Gomes da Silva, 29 anos, nasceu na semana retrasada. Ela afirma que, apesar de já ter passado pela mesa de parto outras vezes, sentiu a mesma insegurança no momento do nascimento do último filho.
“No momento, eu queria ter alguém ao meu lado para segurar na mão ou poder dividir a alegria e principalmente a dor. É uma hora difícil, que traz muito medo, e eu tive que passar por tudo isso sozinha”, diz.
Foi justamente para garantir o direito a um acompanhante no momento do parto que Geraldina da Luz, 34 anos, optou pelo procedimento particular e pagou R$ 1,2 mil. “Ter alguém junto, como a mãe e o marido, é muito importante, traz mais segurança”, diz a mulher, grávida de oito meses.