08 de julho de 2026
Geral

Exames devem ser agendados para maio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

As biópsias hepáticas da qual dependem pelo menos 14 portadores de hepatite C de Bauru devem ser agendadas para maio, segundo a previsão do Hospital Estadual de Bauru Arnaldo Prado Curvêllo. Durante o período de espera, o acompanhamento clínico será mantido.

“Pelos exames (clínicos), é possível saber (sobre o agravamento da doença). Quando é caso muito urgente, a gente pede para internar (para fazer a biópsia ou para iniciar outro tratamento)”, explica a infectologista Maristela Pastori Oliveira, que tem seis pacientes na lista de espera.

Ela não demonstra alarde com o período de aguardo da biópsia, assim como a assistente social Silvia Forti, chefe do Centro de Referência do Serviço de Assistência Especializada (antigo Serviço de Moléstias Infecciosas, órgão da Secretaria Municipal de Saúde). Para Forti, esse tempo de espera não é absurdo e pode ser considerado normal.

“A doença não pode esperar. Essas pessoas já sabem que estão infectadas e qual o seu genótipo (genótipo do vírus, que também aponta a gravidade da doença). Isso aumenta a angústia. É maior o grau de adrenalina”, diz o presidente da ONG “C tem que saber C tem que curar”, Francisco Martucci, que recebeu denúncias por parte de portadores de Bauru.

Segundo ele, a genotipagem sucede o exame sorológico (HCV), que confirma a doença. Quando o genótipo é um (pode variar até seis), o caso é mais grave, o tratamento prolongado e caro. Mas para fechar o diagnóstico, é necessário a biópsia hepática, exame que revela o grau de fibrose do fígado. Quanto mais fibroso, pior, explica Martucci.

De acordo com ele, nos casos mais sérios é necessário iniciar tratamento a base de um medicamento cujo frasco custa em território paulista cerca de R$ 500,00 e deve ser aplicado por 48 semanas. Apesar do alto custo do tratamento, é responsabilidade do Estado bancá-lo a qualquer paciente, reitera. “O objetivo da ONG é fazer valer o direito constitucional do cidadão”, conclui.