Ao ler a carta de Dirce T. Damico não pude deixar de me alinhar com suas considerações a respeito do quão lenientes somos com os usurpadores de nossa cidade. Bauru é mesmo uma cidade onde tudo é permitido. Certa vez conversando com um sujeito que vendia móveis na Getúlio Vargas, próximo ao meu trabalho, fiquei perplexo quando me disse que no dia anterior estava em Marília e uma hora depois de “estacionar” o seu comércio em uma rua daquela cidade foi notificado, fiscalizado e imediatamente intimado a deixar o local por não ter alvará nem licença e muito menos ter recolhido qualquer taxa referente a esse tipo de atividade naquela cidade.
Então ele veio para Bauru, onde disse já havia trabalhado com mais tranquilidade. Importante notar que ele era de Maringá, portanto, não gerou receita para o município, nem para o Estado, até porque não o vi emitir nenhum documento fiscal pelas vendas que fez. Isto é um único exemplo de centenas que com certeza acontecem o tempo todo.
Outro dia enviei uma carta a esta tribuna, que não foi publicada, verbalizando minha total indignação com o evento da tal m(p)icareta que não obstante ter distruído e imundado uma boa parte dos jardins da Nações, se deu ao luxo de mobilizar um enorme aparato policial, além de interditar a nossa principal avenida, a entrada de Bauru. Apesar de todo esforço das autoridades policiais, das pessoas de boa vontade, dos consegs que têm acatado com cidadania e responsabilidade os anseios de uma população carente de cidadania, nesta cidade tudo pode ser feito porque temos um poder municipal pífio, que parece entender que “não é com ele”. Cara Dirce, lamento que assim seja, mas não há necessidade de ouvir de pessoas de outras cidades que Bauru está decadente, nós mesmos podemos dizer. Infelizmente.
Marco Labão - RG 8.219.543