09 de julho de 2026
Política

Rodrigo propõe restaurante popular

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) anunciou que irá iniciar um movimento para que o governo federal implante em Bauru uma unidade do Restaurante Popular, programa do Ministério do Desenvolvimento Social que oferece refeições subsidiadas a R$ 1,00. No ano passado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aprovou a instalação de um projeto semelhante na cidade, o Bom Prato, mas a iniciativa ainda não saiu do papel.

Agostinho afirma que o governo federal está priorizando os municípios com mais de 100 mil habitantes, o que aumenta as chances de Bauru contar com o Restaurante Popular. “São cidades que, em razão do seu tamanho, possuem problemas maiores”, comenta.

O vereador pretende se reunir com a secretária municipal do Bem-Estar Social, Egli Muniz, para tratar do assunto. O projeto prevê que a prefeitura ceda o terreno que abrigará o prédio e os funcionários que trabalharão no local.

Ele avalia que as regiões Oeste e Noroeste são as mais indicadas para sediar o Restaurante Popular. “Ali estão localizados diversos bolsões de pobreza. Outra opção é o Centro, referência para toda a cidade”, destaca.

Egli Muniz participou durante a semana de uma videoconferência que apresentou detalhes do Restaurante Popular. Segundo ela, o governo federal está disposto a investir R$ 160 mil para construir prédios de 800 metros quadrados, capazes de servir 1.000 refeições diárias. Além disso, são repassados R$ 600 mil por ano para a compra de alimentos.

“O público-alvo são os trabalhadores que saem de casa e não têm condições de voltar para casa no horário do almoço. Além disso, a intenção é o crescimento da agricultura familiar, por meio das hortas comunitárias. Eu entendo que Bauru precisa desse tipo de iniciativa e poderemos buscar os recursos disponíveis”, anuncia a secretária.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Social, há verba de R$ 38 milhões para a instalação de 55 unidades do programa em 2005. No ano passado, foram assinados 29 convênios com estados e municípios, totalizando R$ 18,4 milhões em investimentos.

O vereador José Carlos Batata (PT) lembra que o projeto que instituiu o Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Consea) já prevê a presença do Restaurante Popular em Bauru. O petista foi o principal articulador para que a propositura fosse aprovada, já que ela era um requisito obrigatório para que a cidade recebesse recursos do Fome Zero.

Batata acredita que a implantação do programa no município é perfeitamente viável. “Seria uma ótima alternativa, tanto que eu venho sugerindo a proposta desde o ano passado”, observa.

Além do Restaurante Popular, a cidade também aguarda o Bom Prato, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura. O projeto também oferece refeições subsidiadas a R$ 1,00. A criação da unidade de Bauru foi anunciada em julho do ano passado, mas ainda depende de análise técnica. Falta definir a área que abrigará o prédio, entre outras providências.

A previsão é que uma entidade social coordene o Bom Prato, assim como ocorre em outros municípios. Para Rodrigo, a tentativa de se implantar dois programas semelhantes na cidade não atrapalha o processo. “Podemos até pensar em uma parceria”, comenta.