08 de julho de 2026
Polícia

Mortes na Duque colocam PM em alerta

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

As mortes por atropelamento entre os quarteirões 20 e 26 da avenida Duque de Caxias estão se tornando freqüentes. O comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar (PM) de Bauru, tenente Fabiano de Almeida Serpa, admite que não há policiamento ostensivo naquela altura da avenida, e diz que vai incluir a área no roteiro do policiamento preventivo.

Serpa passou a considerar o local como “ponto de preocupação”. A última vítima fatal de acidente ocorrido na via foi Joaquim Marques, de aproximadamente 50 anos, atropelado na quadra 24 da Duque de Caxias na última quarta-feira.

O comandante do Pelotão de Trânsito comenta que o monitoramento na cidade ocorre em pontos prioritários, como o cruzamento das avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, onde o fluxo de trânsito é maior em horários de pico. “A partir deste ano, a situação começou a trazer maior preocupação. Nós temos uma certa dificuldade pelo pequeno número de viaturas. Qualquer morte no trânsito preocupa. É preciso estudar o que aconteceu para saber as causas”, ressalta.

Serpa diz que é comum no local os motoristas excederem a velocidade. Ele acrescenta o agravante do pedestre atravessar a avenida fora da faixa de segurança, comportamento muito comum e facilmente observado em todas as vias da cidade. Em alguns locais de tráfego intenso, como na Rodrigues Alves, foram instaladas grades no canteiro central, o que obriga as pessoas a atravessar na faixa de pedestre.

Serpa entende que a solução para o problema em toda a extensão da avenida Duque de Caxias seria a adoção da Onda Verde (semáforos programados com defasagem). O tenente argumenta que a partir da implantação da Onda Verde na rua 1.º de Agosto, praticamente não se registra mais atropelamentos. “É apenas uma sugestão porque envolve custos e estudos de viabilidade da engenharia de tráfego.”

Entrentanto, o gerente de operações do Departamento de Sinalização Viária (DSV), engenheiro Aníbal dos Santos Ramalho, entende ser inviável a Onda Verde em avenidas com as características da Duque. Em entrevista concedida ao caderno AutoMercado JC, Ramalho avaliou que este sistema é adequado para vias preferencialmente de mão única.

O engenheiro excluiu a avenida Duque de Caxias também pelo fato da distância dos quarteirões ser de 100 metros, quando o ideal é de cerca de 300 metros. Outro empecilho é o intenso tráfego das vias perpendiculares que cortam a avenida.