07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Luz na conta

Perícia judicial feita na dívida cobrada pela CPFL do município, no período de 2000 a 2004, começa a confirmar o acerto de toda a mobilização que culminou com o cancelamento de um pagamento de quase R$ 15 milhões que a Prefeitura de Bauru estava prestes a fazer à empresa, no apagar das luzes do governo passado. O recuo no pagamento se deu a partir de uma grande mobilização da opinião pública, iniciada com inúmeros alertas e questionamentos feitos pelo Jornal da Cidade, na época.

• Duas ações

Conforme matéria na página 3 desta edição, a 4ª Vara Cível da Justiça recebeu nos últimos dias o laudo de um engenheiro credenciado para fazer uma análise minuciosa dos procedimentos que geraram tal cobrança. De cara, constata-se que a conta enviada à Prefeitura de Bauru não descontava, mensalmente, o valor referente a pelo menos 720 lâmpadas queimadas ou que não funcionavam. Mas isso é apenas uma pequena parte das dúvidas. Uma ação popular e uma ação do Ministério Público questionam os valores cobrados também por falta de medição do consumo, juros e vários outros critérios adotados.

• Mobilização

Para recordar, a forma contraditória e nada transparente como a administração passada negociou o pagamento milionário à CPFL gerou uma das maiores reações nos últimos anos da sociedade contra um ato do poder público. Tanto que, a bem dos combalidos cofres municipais e para que tudo fosse apurado, o prefeito Nilson Costa se rendeu às evidências e anulou o pagamento.

• Paradigma

Fica, neste episódio, um exemplo de como negociações ou contratações mal feitas ou mal explicadas podem causar reações que, por vezes, levam à cassação e ações judiciais contra homens investidos de responsabilidade pública, como ocorreu em outras situações nos últimos anos. A sociedade não aceita mais desmandos nem atos inéptos, embora muitos deles ainda possam ocorrer sob a penumbra de corredores e gabinetes.

• Engavetados?

Os projetos de revisão dos defasados Regimento Interno da Câmara e Lei Orgânica do Município estão parados em alguma gaveta do Poder Legislativo local. O vereador Paulo Eduardo Martins (PFL), que seria autor do pedido de revisão do Regimento, precisa dizer algo sobre o assunto para não ficar a impressão de que nem ao menos será tentada a modernização das duas leis fundamentais para o cotidiano da cidade.

• Organograma

Outra expectativa que já deixa muita gente com uma ansiedade fora do normal - só que neste caso na esfera do Executivo - é o projeto de reestruturação das secretarias, ou seja, do pesado e intrincado organograma da prefeitura. Sabe-se que a professora Adriana Chaves trabalha no projeto.

• Habemos nada

Ocorre que, passados mais de cem dias de governo, ainda não há fumaça branca na chaminé do Palácio das Cerejeiras. Nem a fumacinha cinza saiu ainda. Segundo uma fonte na prefeitura, as secretarias já enviaram seus estudos ao terceiro andar do Palácio.