07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Fundunesp

A sessão de hoje da Câmara Municipal poderá discutir e votar um projeto que autoriza a Prefeitura de Bauru a firmar convênio com a Fundunesp para aquisição de softwares e treinamento em informática para servidores. Fundunesp é uma instituição formada por profissionais de várias áreas de ensino da Unesp, que prestam serviços para terceiros.

• No plenário

O projeto está na Comissão de Justiça do Legislativo, aguardando parecer do vereador José Carlos de Souza Batata (PT), que pode emitir sua posição ainda hoje, caso receba a tempo um retorno do consultor jurídico da Casa, Nestor Kobayashi. No plenário, a discussão ainda é uma incógnita. A votação, mais ainda.

• Equilíbrio

A Câmara de Bauru tem um papel que exige equilíbrio, firmeza e bom senso. O Poder Legislativo vive entre a cruz e a espada de dois pólos em cada decisão que toma: por um lado, tem o dever de analisar com muito cuidado cada uma das proposituras enviadas pelo prefeito; de outro, não pode se dar ao luxo de atrasar possíveis soluções administrativas.

• “Despolitizado”

Este equilíbrio parece ser a única perspectiva que o Poder Executivo municipal tem para a aprovação de seus projetos, uma vez que o atual governo de Bauru é “despolitizado” do ponto de vista de negociações com forças partidárias, seja em seu próprio interior como, principalmente, na Câmara Municipal.

• Faltam sinais

Como dissemos aqui em outras ocasiões, é uma situação que exige muita serenidade dos atores deste jogo para que os interesses de Bauru não fiquem em segundo plano. Do Palácio das Cerejeiras, não há nenhum sinal de que o prefeito trabalhe em sentido oposto. Aliás, falta sinalização também sobre o que será priorizado nesta administração.

• Expectativa

É notório nas ruas e nas tribunas onde a população tem acesso - como a dos leitores, no JC - que começa a haver uma inquietação quanto aos rumos deste governo. Não que haja algum desastre em curso, mas as pessoas já se perguntam sobre o que será possível a este governo fazer nos próximos três anos e meio. É uma expectativa mais do que justa. A comunicação está falha.

• Diagnósticos

Ninguém tem a ilusão de que o prefeito anuncie a redenção total da parcela pública da cidade, mas é preciso a promoção de um diálogo público por parte de quem gerencia uma situação tão complexa como a do município de Bauru. Até porque esta foi uma das promessas de campanha. Ninguém, em sã consciência, tem a pretensão de governar no lugar do governante, mas tem imensa vontade de conhecer os diagnósticos.

• Rediscussão

Ontem falamos aqui sobre as necessárias reformas do Regimento Interno da Câmara e da Lei Orgânica Municipal e citamos o nome do vereador Paulo Eduardo Martins (PFL). Só para ficar bem claro: o parlamentar nada tem a ver com o virtual atraso desta discussão. Apenas esteve em uma comissão que apresentou sugestões de mudanças, ainda na legislatura passada.