O acusado de homicídio William Magno Pontes, 21 anos, apresentou-se ontem ao 1.º Distrito Policial (DP) e confessou o crime que culminou com a morte do ajudante-geral José Gabriel Gouveia Tomé, 21 anos. O delegado Ronaldo Divino não chegou a pedir a prisão temporária do acusado. Pontes foi indiciado por homicídio e deve responder ao inquérito em liberdade, já que não foi preso em flagrante e apresentou-se espontaneamente à polícia.
Segundo o delegado, o acusado alegou em depoimento que teria atirado na vítima acidentalmente. Ele afirma que participava de um churrasco em residência da Vila Industrial, na madrugada de domingo, quando teve início um tumulto generalizado. Nesse momento, um rapaz teria entregue ao acusado uma arma de fogo.
“O indiciado afirmou que conhece esse rapaz (que entregou a arma) apenas de vista, não soube dizer o nome dele e seu endereço”, diz o delegado, que investigará a informação apresentada pelo acusado.
Pontes teria afirmado que, para dispersar o tumulto, mirou a arma em direção às pessoas que participavam da briga. Alega que teria disparado acidentalmente contra a vítima.
O delegado diz que as testemunhas ouvidas apresentaram versão diferente para o fato e afirmaram que o acusado apontou a arma em direção à cabeça da vítima e atirou. A polícia instaurou inquérito para investigar o caso.
“Se surgir algum motivo que determine a prisão preventiva do acusado, nós pediremos. Mas na situação atual eu não tenho elementos para pedi-la”, diz o delegado.
Divino não soube informar ontem à tarde se o acusado já possui passagem pela polícia.