10 de julho de 2026
Política

Sindicato dos Servidores mantém estado de greve, mas sem paralisação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) manteve, em assembléia realizada no início da noite de ontem, a rejeição ao pedido da Prefeitura Municipal de Bauru de estender o prazo para apresentação de contraproposta salarial para a categoria neste ano.

A decisão foi tomada depois de reunião dos dirigentes sindicais com a comissão do governo instituída para discutir a campanha salarial do funcionalismo deste ano. O chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Sérgio Canalli, informou que na rodada de negociação a administração insistiu no pedido de 90 dias de prazo para discutir índice de reposição.

“Hoje, não há condições de discutir reposição sem a efetivação das novas medidas de melhora da receita, como o Refinanciamento Fiscal e a revisão da planta do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), sem os quais não temos condições de discutir elevação de despesa. Sem esse prazo seria irresponsabilidade administrativa fazer prognósticos em termos de reposição”, citou Canalli.

A diretora do Sinserm, Eliane Koti, disse que, em função da posição da prefeitura, está mantido o estado de greve onde a categoria será mobilizada para participar de atos e programações pela melhoria das condições de trabalho e reposição das perdas. Contudo, o sindicato adiou a definição pelo início de eventual paralisação.

Segundo a entidade, a pauta deste ano é composta por 91 itens reivindicatórios, dentre os quais o que solicita correção de 11,76% nos salários da categoria e mais R$ 130,00 de abono. Além desses indicadores, ainda restarão 35,22% de perdas acumuladas do governo Nilson Costa, conforme a entidade. O sindicato também quer o reajuste do valor do vale-compra dos atuais R$ 132,00 para R$ 200,00.