10 de julho de 2026
Bairros

Semma vai cercar todo o bosque do Parque União

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Carlos Barbieri, informou ontem que toda a extensão do bosque do Parque União será cercada com alambrado, e não somente o poço. A medida está no laudo entregue nesta quarta-feira ao prefeito Tuga Angerami (PDT) e ao chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli, juntamente com outras sugestões de obras a serem realizadas no local.

O laudo foi solicitado por Barbieri após o acidente ocorrido no último domingo, que resultou na terceira morte registrada no poço. Segundo o secretário, até a próxima semana deve ficar pronto o orçamento solicitado à Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), que mostrará o custo de todos os investimentos apontados como necessários no local.

“A prefeitura não tem dinheiro. Então, eu solicitei à Seplan um orçamento completo para ver quais providências práticas poderemos tomar primeiro em função dos custos. Para cercar o bosque inteiro, será preciso aproximadamente 300 metros de alambrado. Se a prefeitura tiver dinheiro para essa obra e não precisar de licitação, é possível concluí-la em até dois meses”, avalia.

De acordo com Barbieri, se o custo para a instalação do alambrado ultrapasar o limite orçamentário do qual a prefeitura pode dispor, precisará ser feita uma licitação. Com isso, a demora pode ser em torno de quatro meses.

Além de cercar o bosque, no laudo a Semma também solicita que um vigia fique no local durante o dia para evitar situações de risco - como crianças e pessoas embriagadas andando próximo ao poço -, a colocação de pedras amarroadas no fundo do poço para diminuir a profundidade e sugere um estudo orçamentário para arrumar o sistema de galerias de esgoto do local.

“O orçamento que eu solicitei vai definir o que poderemos fazer primeiro no local. Mas eu acredito que as providências mais urgentes sejam cercar a área e colocar um vigia durante o dia. À noite o bosque ficaria fechado. Esse vigia tem que ter passado em concurso público da prefeitura”, explica Barbieri.

O poço do bosque do Parque União tem cerca de 30 anos, situado no interior de uma erosão aterrada parcialmente quando foi construída a avenida Jurandyr Bueno. Prometido como área de lazer há dez anos, o bosque tornou-se motivo de preocupação para os moradores do bairro.

Além das mortes ocorridas no poço, moradores dizem que o local também é utilizado para o consumo de entorpecentes, para a prostituição, como esconderijo de objetos furtados e depósito de material em decomposição.

O titular da Semma aponta que uma grande dificuldade que viria sendo enfrentada já por outros governos municipais em relação ao local é que a própria população acaba destruindo a área. “Não estou dizendo que são moradores do bairro, mas são pessoas que acabam indo lá e jogando lixo ou destruindo a natureza.”

O bosque já foi limpo pela administração municipal, mas atualmente está coberto por mato e lixo. Paralelamente ao orçamento que está sendo feito a pedido da Semma, há também a idéia de uma empresa adotar a área para fazer um parque com uma estrutura melhor. “Mas para isso eu preciso da colaboração da inicitiva privada. Por enquanto, é somente uma idéia”, diz Barbieri.