Botucatu - Em funcionamento desde agosto de 2004, o projeto Porta a Porta, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, já arrecadou mais de 200 toneladas de material reciclável em Botucatu (100 quilômetros a sudeste de Bauru).
Segundo dados fornecidos pelo operador logístico do projeto, Eduardo Gicos, foram coletadas neste período 117 toneladas de papel e papelão, material que representa 58,5% do total arrecadado. Com a reciclagem desse montante, deixaram de ser cortadas 3.750 árvores com idade de 6 anos.
“Comparado ao processo tradicional da produção do papel, a economia de energia foi de 50%. Além desse aspecto em relação à madeira, temos que pensar também no depósito desse lixo. São 200 toneladas a menos no aterro sanitário”, explica Gicos.
O plástico é o segundo material mais coletado, atingindo 14,4% do total. Foram mais de 28 toneladas em sete meses de implantação da Cooperativa de Agentes Ambientais. Com a reciclagem, foram deixados de utilizar 1.700 quilos de nafta (petróleo), gerando uma economia de até 50% de energia do método tradicional, comparou Gicos.
Já a coleta de 1.200 quilos de alumínio, que representa 0,6% do total de material coletado, resultou na economia de 6 toneladas de bauxita, chegando a 95% de energia em relação ao método tradicional de produção.
“Além de contribuir com o meio ambiente, a coleta seletiva gera emprego e renda para dezenas de trabalhadores. O número de materiais coletados até agora é positivo, mas ainda é pouco se compararmos a porcentagem de adesão da população atendida hoje”, diz o operador.
Atualmente, a coleta seletiva é feita apenas no Setor Norte da cidade. A adesão é de 18% dos moradores, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura. O objetivo da Cooperativa é atingir 50% até o fim deste semestre.
“O processo de coleta seletiva é a longo prazo, pois requer um trabalho massivo de informação e educação ambiental junto à comunidade. É um método novo, mas que, aos poucos, as pessoas vão se habituando e a separação do lixo será espontânea. Para isso, estamos desenvolvendo um projeto de divulgação e conscientização para chegar a este patamar”, finaliza Gicos.
Para o fim deste semestre, a equipe da Cooperativa de Agentes Ambientais prevê a entrada do projeto no Setor Leste, que abrange a área da Vila Maria. Em maio, será dado início ao estudo do itinerário e levantamento de geração “per capita” de lixo produzido nos bairros desse setor para definição de pessoal e operação logística adequada.