08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Monarquia da violência


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Quando a expressão “orgulho brasileiro” é citada dentro de contextos televisivos e publicitários, geralmente, precede lindas imagens de praias paradisíacas, paraísos selvagens, samba e - sem dúvida - mulheres. Essas imagens visam esconder a realidade cruel e sem beleza que tem trono nas cidades de todo País, onde a violência reina e os súditos assustados se escondem.

Ninguém desconhece o caos - ou verdadeira guerra civil - que o Brasil, cada vez mais lento, tenta atravessar. O número de conjuntos habitacionais isolados e com esquemas mirabolantes de segurança aumenta significativamente.

Além disso, o sistema penal brasileiro tem enfrentado superlotações, revelando o crescimento de criminosos.

Hoje, caminhadas por locais públicos são tão perigosas que a população de alta renda no Brasil tem segurança de rei. Carros blindados, satélites para alta classe social, mas, e a maior parte da população brasileira, que não apresenta condições financeiras nem mesmo para uma refeição considerável?

Esses são esquecidos, marginalizados, cavalgando para a direção do império, tornando o ciclo da violência inevitável e ainda mais vitalício.

Muitos afirmam que somente uma política agressora - que venha a ditadura! - resolveria o quadro nacional, mas isso seria o pano de fundo para revoltas e descontentamentos do já tão sofrido povo brasileiro. Somente soluções como leis que defendam as vítimas e o fim do abuso autoritário ajudariam a sanar a ferida há muito tempo exposta. Acabar com a monarquia do medo é indispensável para a continuidade do País, um passo para a independência e, talvez, para a vinda da tão esperada democracia social.

Karla Kolimbrowskiy - RG 23.880.880-4