09 de julho de 2026
Polícia

Escola aciona polícia para conter briga

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Do pátio da escola para o corredor da Delegacia da Infância e Juventude (Diju). Uma briga protagonizada por alunos mobilizou ontem pela manhã viaturas policiais até o prédio da Escola Estadual Rodrigues de Abreu, Altos da Cidade. Três alunos e dois policiais militares ficaram levemente feridos, de acordo com o titular da Diju, Adib Jorge Filho.

A ocorrência teve início durante o intervalo das aulas no período da manhã, por volta das 9h45. Por motivos não esclarecidos pela polícia, três alunas teriam iniciado uma discussão verbal e partido para a agressão física. Os nomes não são divulgados, conforme prega o Estatuto da Criança e do Adolescente.

“As adolescentes tiveram um atrito. Uma olhou feio para a outra, houve troca de insultos e atrito físico, como puxões de cabelo e arranhões”, descreve o delegado.

Percebendo o conflito, o irmão de uma das adolescentes também teria entrado na briga, que aglomerou observadores e provocou grande movimentação na escola.

A vice-diretora Maria Aparecida Cornélio Volpe acionou a viatura da ronda escolar na tentativa de controlar a situação. Os policiais pediram o reforço de outras duas viaturas. De acordo com Cornélio, ao todo 14 policiais participaram da ação.

A vice-diretora alega que, quando a polícia chegou ao local, a situação já estava sob controle e as adolescentes tinham sido encaminhadas para a sala da direção.

No momento da abordagem da PM, um aluno teria agredido verbalmente e fisicamente dois policiais. O tenente Jorge Luiz Dias informou ontem que a PM não iria se pronunciar sobre a ocorrência.

O aluno acusado de desacato e os quatro envolvidos na briga, com idades entre 13 e 15 anos, foram encaminhados para a Diju. Os responsáveis foram chamados até a delegacia. Depois de ouvidos, todos foram liberados. Eles devem ser submetidos a exame de corpo de delito.

“Vamos chamar a direção agora para ver como ocorreu essa situação e solicitar maiores esclarecimentos sobre esse fato”, diz o delegado.

O caso será encaminhado à Promotoria de Infância e Juventude.

Segundo a dirigente regional de ensino, Vera Nilce Gomes de Sá, o conselho escolar será reunido para decidir que medidas disciplinares serão tomadas para punir os envolvidos. “A escola é um espaço de formação, de informação, de paz e não desse tipo de atitude”, observa.

Segurança

Em 2004, a Diretoria Regional de Ensino (DRE) chegou a requisitar ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul o reforço do policiamento nas proximidades da escola Rodrigues de Abreu, principalmente nos horários de entrada e saída de estudantes. O atrito entre alunos de bairros diferentes, que estudavam na escola, foi um dos fatores que motivou o pedido de reforço. “Em 2003, nós tivemos que transferir alguns alunos de bairros distantes para lá (Rodrigues de Abreu) porque estava faltando salas de aula em escolas de outra região. Mas agora o problema já foi sanado”, diz a dirigente, destacando que esses alunos voltaram a estudar em unidades de ensino próximas a seus bairros.

A dirigente classifica o conflito de ontem como algo isolado, que não teria relação com o problema anterior enfrentado na escola. Admite, entretanto, que desde o início de sua gestão, no ano passado, essa foi a ocorrência mais grave registrada dentro de uma unidade de ensino estadual em Bauru.

“Esse tipo de ocorrência não é comum”, reforça o delegado da Diju.