10 de julho de 2026
Regional

Ruídos no Seminário de Agudos despertam medo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Os seminários e conventos de religiosos sempre despertaram a curiosidade das pessoas, por causa do enclausuramento dos padres e freiras. Atualmente, a situação já não é a mesma, mas as “lendas” persistem ao tempo. Em Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru), há o seminário Santo Antônio. O prédio, construído na década de 50, exibe a opulência da época. Mas é na terceira ala do salão nobre que, segundo contam as histórias, se ouvem ruídos misteriosos.

Para os incrédulos, o barulho é causado por morcegos que habitam o forro. Para os supersticiosos, os ruídos são sinais da presença de fantasmas no local. A lenda parte do princípio que, no seminário, há inúmeros religiosos enterrados. Mas ninguém prova a afirmação, que pode ser simplesmente fruto da imaginação das pessoas.

As obras do que é hoje o Seminário de Agudos foram executadas por etapas. Em 1954, foram construídas as alas III e a igreja. No ano seguinte, a grande casa assumiu a sua forma definitiva. No mesmo ano, foi feita a benção da igreja que já havia sido adiada várias vezes, porque o mármore não chegava da Itália e o cimento era difícil de encontrar na época.

É na igreja que está a maior relíquia do seminário, o órgão de tubos construído por Friedrich Scherle. Os bancos de madeira são confeccionados em cedro. A estátua do Pai Seráfico, que foi esculpida em madeira e mede mais de três metros, foi executada pelo escultor Joaquim de Souza. A figura de São Francisco não se impõe tanto pelo volume, mas sim pela execução artística e original.