08 de julho de 2026
Geral

Rapel solidário arrecada alimentos

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A empresa Rapel e Cia realizou ontem o 2.º Rapel Solidário em Bauru. Espírito aventureiro e três quilos de alimento não perecível eram as únicas exigências para quem quisesse descer um paredão de 15 metros de altura pendurado a uma corda.

De acordo com o organizador do evento, investigador de polícia Arlindo Júnior, a expectativa era arrecadar cerca de 500 quilos de alimentos, que seriam doados ao Projeto Girassol. Até o meio da tarde de ontem, 280 quilos de comida já haviam sido doados.

“No ano passado, nós reunimos cerca de 1.000 pessoas aqui, fizemos 235 descidas e conseguimos arrecadar 380 quilos, pedindo um quilo por pessoa. Esse ano estamos pedindo três quilos por descida”, explica Arlindo Júnior.

Ele conta que descobriu o rapel num curso que fez em 1996 pela Swat (polícia especializada nos Estados Unidos). “Gostei do rapel, me aprofundei nessa prática e montei uma empresa para ensinar o esporte. Hoje, ministro cursos para policiais e para civis”, informa.

No ano passado, Arlindo Júnior escolheu o dia 1 de maio - Dia do Trabalho - para realizar o Rapel Solidário. “Estamos repetindo esse ano. Nossa intenção é tornar essa data oficial para o evento”, destaca. Além da empresa e seus funcionários, alunos e ex-alunos se uniram voluntariamente à iniciativa. Ao todo, havia 25 monitores nas atividades de ontem.

“Foi a primeira vez que desci de rapel, achei bacana demais. Deu medo, claro, ainda estou tremendo um pouco, a adrenalina sobe muito, mas adorei”, comemorou o comerciante Heverton Henrique Guaita, 23 anos, incentivando a namorada a experimentar também.

“Eu sempre gostei de altura, mas nunca tinha experimentado rapel. Gostei muito... não dá para descrever a sensação que é”, reforça o mecânico Márcio Oura, 23 anos.

Projeto Girassol

Todos os alimentos arrecadados ontem durante o 2.º Rapel Solidário serão doados ao Projeto Girassol. Mantido pelo Centro Espírita Amor e Caridade, o projeto atende a população carente do Núcleo Fortunato Rocha Lima.

De acordo com o diretor do projeto, José Sílvio Turini, a entidade atende cerca de 300 pessoas. “Só o serviço de complementação pedagógica atende 175 crianças e nós temos as oficinas, com mais de 100 jovens e adultos”, informa.

Ele explica que o Projeto Girassol fornece três refeições diárias para as crianças. “Gastamos muito com comida. E esse tipo de iniciativa ajuda muito essas crianças necessitadas”, agradece.