09 de julho de 2026
Bairros

Vacina poderá ser prorrogada onde a meta não for cumprida

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A possibilidade da campanha nacional de vacinação contra gripe ser prorrogada não está descartada nos municípios que não atingirem até sexta-feira a meta de vacinar 70% das pessoas com 60 anos em diante. Embora o Ministério da Saúde prefira não abordar o assunto, a assessoria de imprensa admite que o período de vacinação pode se estender por curto prazo.

Sem contar com a idéia de adiamento, o governo federal investiu em peças publicitárias para incentivar a participação do público-alvo. A iniciativa contou com a colaboração do Estado, que lançou mão do vovô e da vovó gotinha para mostrar a importância da imunização. Os personagens passaram por Bauru 15 dias antes do início da campanha. Em Bauru, o trabalho de divulgação extrapolou as paredes das unidades básicas de saúde e mobilizou 200 servidores.

De acordo com Heloisa Ferrari Lombardi, enfermeira do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Vigilância Epidemiológica, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nove equipes volantes passaram por casas de repouso particulares e filantrópicas, além de asilos, hospitais e supermercados.

“Mas o ideal é que a SMS passasse em locais de grande concentração de idosos (em reuniões promovidas por universidades e clubes de serviço)”, sugere Ubaldo Benjamin, presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa e conselheiro titular do Conselho Estadual do Idoso. No entanto, a iniciativa foi adotada em anos anteriores, sem sucesso.

“No ano passado fomos até em bingo, mas eles não querem tomar a vacina em local de lazer. Neste ano, passamos para fazer a divulgação”, explica a enfermeira. Ainda assim, o empenho esbarra em resistências das mais diversas origens. “A gente ouve falar que a vacina é para matar velho (para o governo não pagar aposentadoria). Outros não vão por acomodação. Às vezes é dificuldade de locomoção”, explica Benjamin.

Para ele, há também quem tema a reação da vacina. No entanto, esse risco diminuiu muito, alerta Lombardi. Apesar de atualmente as vacinas estarem altamente purificadas, ela explica que de 15% a 20% dos idosos podem apresentar dor, vermelhidão e nódulo no local onde a injeção foi aplicada. O problema pode se prolongar por até dois dias. Já em apenas 1% dos casos a imunização pode resultar em febre, mal-estar e dor no corpo. O sintoma pode ocorrer de seis a 12 horas depois da aplicação da vacina e pode permanecer dois dias.