09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Escola de Jaú esconde cemitério


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Interessante a descoberta de ossada sob a escola de Jaú. Mas merece destaque a forma com que foi feita a matéria sobre o assunto. É importante que a história seja resgatada, mesmo que isso cause algum medo aos alunos e professores daquele estabelecimento de ensino. Gostaria de acrescentar que, aqui em Lençóis Paulista, aconteceu fato semelhante ao de Jaú. No local onde se encontra hoje o Colégio Paulo Zillo - esquina das ruas 13 de Maio e Piedade - também existiu um cemitério. As pessoas mais antigas e os historiadores conhecem a história, mas os mais jovens não fazem nem idéia. O cemitério deixou de existir na gestão do ex-prefeito Raul Gonçalves de Oliveira, que, em meados de 1932, fez a transferência das ossadas para o cemitério atual que foi inaugurado no início do século XIX. Consta também - tudo de acordo com documentos antigos e relatos - que, no terreno onde está situada a Biblioteca Municipal Orígenes Lessa, na Praça José Zillo, região central da cidade, havia um pequeno cemitério onde as primitivas famílias enterravam seus mortos.

Além desses dois, de acordo com estudos feitos ao longo dos anos, chegamos à conclusão de que em Lençóis teve mais dois cemitérios: o primeiro, comprovado com os escritos do historiador Alexandre Chitto, foi instalado nas imediações da entrada do espaço onde se realiza a Facilpa e, o segundo, no pátio da estação ferroviária. Muitos lençoenses, por falta de oportunidade ou sabe-se lá por que, não conhecem essa história, mas ela pode ser confirmada com as pessoas mais antigas ou com aqueles que gostam de história.

Benedicto Blanco - jornalista e historiador - Lençóis Paulista