Nada de ficar sentado. A banda Farufyno, que se apresenta hoje no Serviço Social do Comércio (Sesc), promete um show pra lá de dançante com muito samba-rock, swing e balanço.
O grupo de São Paulo tem 13 anos de estrada e referências como Jorge Ben, Tim Maia, Bebeto e Luiz Vagner, entre muitos outros. Utiliza instrumentos típicos do samba-rock, buscando timbres de guitarra anos 70, teclado, cozinha de surdo, pandeiro, tamborim e agogô e recurso das vozes em uníssono, resgatando o estilo de Os Originais do Samba.
Recém-saído do forno e independente, o segundo CD do grupo, “Concentração”, tem dez composições próprias, a regravação de “Santa Clara”, de Jorge Ben, e de “A 120 km/h”, de Luiz Vagner, A. Saccomani e Tom Gomes.
Algumas delas estarão no show de hoje, que terá também releituras de “Tim Maia Racional”, Wilson Simonal e outros sucessos de funk e soul. “O samba-rock é nosso eixo central, mas a gente mistura muito. Posso dizer que será um show altamente dançante”, frisa Rodrigo Pirituba, percussionista da banda.
Diferentemente do primeiro disco, “Farufyno Vol.1”, lançado pela extinta Abril Music, o novo álbum só foi possível graças ao esforço coletivo dos integrantes do Farufyno, já que a banda cuidou das gravações, mixagens e do projeto gráfico da capa. “Um cedeu o estúdio, outro mixou, outro fez o design da capa. A gente aprende bastante fazendo um disco independente sozinho. A gente tinha pouca grana e os recursos eram limitados. Mas o melhor é que o resultado foi bom e o disco está tendo boa aceitação na praça”, salienta Pirituba.
Ele sobe ao palco com Mário de Souza Lima (baixista), Marcos Castilha (bateria e voz), Marcelo Kuba (violão e voz), Simão Abbud (guitarra e voz) e Billy Magno (teclado e sax).
O Farufyno toca semanalmente em São Paulo mas também tem se apresentado em diversas cidades do Interior fazendo a divulgação do CD. Os próximos planos do grupo são gravar um DVD e um clip, mas ainda sem data marcada. Outras informações sobre a banda podem ser obtidas através do site www.farufyno.com.br.
Especial
O show de hoje é o primeiro do Especial Samba-Rock, promovido pelo Sesc. Todas as quartas-feiras de maio serão dedicadas ao estilo. Na semana que vem, dia 11, a banda SambaSonics apresenta seu trabalho que incorpora elementos de samba e groove à sonoridade do samba-rock dos anos 60 e 70.
No dia 18, o grupo Sandália de Prata, da região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, faz um set com novos arranjos para clássicos de Jorge Ben Jor, Marku Ribas, Orlandivo, Martinho da Vila e Bebeto, entre temas próprios.
O Clube do Balanço encerra o Especial Samba-Rock no dia 25, no ginásio do Sesc. Liderado pelo paulistano Marco Mattoli, o grupo retoma e dá nova cara ao samba-rock, com pitadas de samba, jazz, rock e soul.
O objetivo do projeto é mostrar e fomentar a cultura e a ambiência dos bailes de samba-rock, populares na década de 70 principalmente nos salões de periferia das grandes cidades. Além dos shows, as noites de quarta-feira durante este mês terão também som com o DJ Paulão e dança. Um casal de dançarinos profissionais fará demonstrações e workshops abertos ao público.
DJ Paulão participou da fase de concepção do disco “Swing & Samba-Rock”, do Clube do Balanço e se decida não apenas à discotecagem, mas à pesquisa da música brasileira.
• Serviço
Farufyno faz show hoje na área de convivência do Sesc, a partir das 21h30. A partir das 20h, DJ Paulão e um casal de professores de dança animam o ambiente. Os ingressos custam R$ 6,00 e R$ 3,00 (matriculados, estudantes e maiores de 60 anos). O Sesc fica na avenida Aureliano Cardia. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3235-1750.
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Samba-rock
Samba-rock, sambalanço, samba-jazz, jovem samba ou sacundin sacunden, como prefere Jorge Ben Jor, são algumas das expressões que definem o estilo, que pode ser considerado uma fusão do samba com ritmos como o bebop, o jazz e o soul.
A expressão samba-rock apareceu no final dos anos 60 para designar a mistura do samba brasileiro com o blues. Músicos começaram a adaptar o samba, que tradicionalmente era tocado em compasso binário (2/4), ao compasso quaternário (4/4) do rock e da soul music e inseriram instrumentos elétricos.
O ritmo atingiu o auge nas décadas de 70 e 80 nos bailes black da periferia, ao som de Jorge Ben e Trio Mocotó e com os compositores Bebeto, Bedeu e Luiz Vagner. Mas o samba-rock também deve muito a nomes como Carlos Dafé, Marku Ribas, Itamar Assumpção, Branca Di Neve Copa 7, Dhema Franco, Abílio Manoel e Hélio Matheus.
Na dança, o traço marcante do samba-rock são passos suaves e muitos giros tanto do cavalheiro quanto da dama.