A secretária estadual da Cultura de São Paulo, Cláudia Costin, que esteve por dois anos e quatro meses à frente da pasta, pediu demissão ontem ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). A informação é da assessoria de imprensa do governo paulista.
Alckmin aceitou o pedido mas, até o fechamento desta edição, ainda não havia anunciado o nome do substituto de Costin, que teria saído por questões pessoais.
De acordo com a assessoria, ela considera encerrada sua missão na secretaria, principalmente por ter zerado o número de municípios sem biblioteca no Estado.
A gestão de Costin marca o início da implantação das Organizações Sociais (OS), entidades privadas que assumem a execução de serviços públicos, conferindo mais agilidade à administração. Cinco foram credenciadas e três estão em operação.
Além disso, seu governo promoveu a abertura de 77 pólos do Projeto Guri na Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), em parceria com a Secretaria de Justiça; a criação de um anexo da Pinacoteca do Estado; e a reabertura da Casa das Rosas. Durante sua gestão, a visitação aos 16 museus do Estado aumentou cerca de 60%.
Formada em administração pública, Costin, 49, esteve à frente da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo desde janeiro de 2003. Entre 1998 e 1999, ela foi ministra da Administração Pública e Reforma do Estado no governo Fernando Henrique Cardoso.
Em 2003, o anúncio de Costin para a pasta foi recebido com certa desconfiança por parte da classe artística paulista em razão da sua falta de experiência na cultura.
Entre os cargos públicos que ela ocupou estão o de diretora de Planejamento e Avaliação do Ministério da Economia e secretária-adjunta de Previdência Complementar do Ministério da Previdência.
Baixas na cultura
Há cerca de três semanas, Emanoel Araújo deixou o cargo de secretário municipal de Cultura de São Paulo por meio de uma carta dirigida ao prefeito José Serra (PSDB).
O artista plástico e curador foi pivô de polêmicas com os tucanos desde que foi anunciado como gestor da pasta, rivalizando publicamente com a então secretária estadual da Cultura, Cláudia Costin. O professor da USP e cineasta Carlos Augusto Calil foi o substituto de Araújo na prefeitura da Capital paulista.