O comportamento humano, frente aos problemas socioeconômicos, sofre variações interessantes. Vejamos alguns exemplos: algumas pessoas, quando têm aumentada a renda, começam por comprar um papel higiênico melhor, afinal, de áspera basta a vida. Presenciei cenas em restaurantes em que uma pessoa desossa o frango antes de pesar a refeição de maneira a que os ossos não entrem no valor do consumo.
São comportamentos da vida moderna. Só a fome não é moderna. Como diz um ditado do século XV, retratado por Hieronymus Bosch: “O mundo é um carro de feno e cada um se segura como pode”.
Se economiza-se em alimentação e higiene, o que poderíamos dizer a respeito da compra de livros?!
A leitura é um bem indispensável. Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê (Malba Tahan).
A falta de conhecimento dificulta o entendimento do mundo. Através dos livros você pode ter os maiores pensadores do mundo a seu dispor.
Livro, ferramenta para construção do conhecimento, criado por várias mentes; dos egípcios com o seu papiro, aos chineses com a invenção do papel. De Gutenberg que inventou a prensa, passando pelos escritores que nele imprimem seus conhecimentos, e também pelos leitores que transformam este conhecimento em bem comum.
Outro fenômeno observado é a falta de tempo que as pessoas alegam ter, principalmente para dedicar-se a leitura. Com o surgimento da TV esqueceram-se dos livros.
No início do século passado, Pavlov desenvolveu técnicas de condicionamento. Estava aí lançado o primeiro passo para a criação da TV moderna. Plim! plim!
E assim caminha o povo brasileiro que se desliga dos problemas ao ligar a TV.
Se você fosse pintar o mundo, que cor usaria?
José Reginaldo Furtado - professor - RG 14.808.646