11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Usuário reclama de agendamento da CEF, mas Seplan aceita o formato

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O estudante de direito Carlos Alexandre de Carvalho registrou boletim de ocorrência no 3.º Distrito Policial (DP) por não ter sido atendido no momento em que chegou à agência da Caixa Econômica Federal (CEF) localizada na rua Gustavo Maciel, esquina com Ezequiel Ramos, no último dia 29. Segundo ele, um funcionário sugeriu que fizesse um agendamento para ser atendido com horário marcado, o que o cliente considerou uma “prática absurda”.

Questionado pela reportagem, o diretor do Departamento de Uso e Ocupação do Solo da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Roberto Rossi, disse que o sistema de atendimento com hora marcada adotado pela CEF foi aceito, desde a administração passada, como uma adequação à Lei municipal n.º 4.585/04, que determina o tempo de permanência dos usuários nas filas de banco.

“Eu acho o agendamento de horário um absurdo, porque o cliente tem que ser atendido a qualquer hora, no momento em que ele chega no banco. Além do mais, mesmo com esse sistema as pessoas continuam enfrentando longas filas. Se a prefeitura está aceitando isso (o agendamento), está revogando a lei municipal, porque ela (a lei) não fala sobre esse sistema de agendamento. Isso é irregular, pois eu não tenho que ser agendado para ser atendido, critica Carvalho.

O gerente de mercado da CEF, Olair Ribeiro Filho, confirma que o agendamento foi aceito pela Seplan desde o ano passado e diz que esse sistema vem sendo implantado pelo banco no País todo.

“Nós temos a obrigação de atender todo mundo. O agendamento é para facilitar a vida do cliente e evitar as filas que ultrapassam o tempo permitido pela lei. Ocorre que quem costuma freqüentar a Caixa já conhece o sistema e marca horário por telefone para ser atendido. Mas quem não fizer isso será atendido da mesma forma”, argumenta o gerente.

Carvalho também observa que a chamada “lei das filas” diz que a senha com horário que deve ser fornecida aos usuários tem que ser eletrônica, e não manual. Já Roberto Rossi afirma que, se na senha manual constar o horário para que o cliente possa comprovar quanto tempo ficou na fila, não há problema.