11 de julho de 2026
Saúde

Segredo é substituir a fritura pelo cozimento ou grelha

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A nutricionista Maria Celília Corsi destaca que o ovo é uma excelente fonte de proteínas para a alimentação humana. “E tem baixo custo, podendo ser inserido no cardápio em substituição à carne, ao frango e ao peixe. Inclusive, o ovo contém vitaminas que o tornam até melhor que o frango e o peixe”, destaca.

O importante, segundo ela, é saber utilizar o alimento, preparando-o de formas mais saudáveis. “O problema do ovo é que a maioria das pessoas gosta do ovo frito e é essa gordura que prejudica, aumentando os níveis de colesterol”, adverte.

Segundo a nutricionista, a quantidade de colesterol presente em um ovo não impacta os níveis de colesterol sangüíneo de um indivíduo. O que prejudica é a gordura utilizada nesse preparo. “A dica é aprender a fazer receitas que não agreguem gordura saturada, evitando o ovo frito e a combinação com bacon, presunto e outros alimentos gordurosos”, sugere.

Ela salienta que a opção mais saudável é cozinhar o ovo ou fazê-lo pochê (“fritálo” em água fervendo). O ovo mexido também pode, desde que não seja adicionado o bacon, bacon, que é praticamente pura gordura saturada.

Adicionar ovos ao preparo de massas, bolos, tortas é outra dica. “Ou omelete com legumes: abobrinha e orégano ou tomate manjericão. São boas fórmulas”, enfatiza.

Corsi observa que a combinaçãode arroz, feijão e omelete com legumes compõem uma refeição de ótima qualidade, valor nutricional alto, valor calórico baixo e pouca gordura saturada. “Inclusive, em termos comparativos, um ovo cozido tem bem menos colesterol que um bife de carne vermelha”, alerta.

Há alguns anos, o Conselho Norte-Americano de Ciência e Saúde publicou uma brochura sobre nutrição concluindo que embora os ovos contenham teor significante de colesterol, não precisam ser excluídos da dieta. “A maioria das pessoas não precisa se preocupar com o consumo moderado de ovos”, informa.

E o presidente da Comissão de Nutrição da Associação Norte-Americana de Cardiologia (AHA), Ronald Krauss escreveu: “A maior parte da população não deve deixar que o medo de consumir ovos governe suas vidas”.