09 de julho de 2026
Polícia

Ladrões roubam R$ 100 mil de indústria

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro homens armados levaram na madrugada de ontem um cofre com cerca de R$ 100 mil da indústria Plasútil, localizada no Distrito Industrial 1 de Bauru. A ação, que resultou em funcionários feridos, foi considerada ousada pela Polícia Militar (PM).

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), a ação dos assaltantes teve início às 3h. Quatro homens renderam o porteiro Bruno Silva Picelli. Na seqüência, abordaram o vigia Paulo Malta Fernandes, tomando sua arma, um revólver calibre 38 e que pertence à empresa prestadora de serviços de segurança para a Plasútil. O último a ser rendido foi o porteiro Delton Rodrigues Silva.

Fernandes e Silva tiveram pernas e braços amarrados com fita adesiva e foram trancados em um banheiro. Os assaltantes teriam obrigado Picelli a indicar a localização dos cofres. Com o uso de um maçarico, os ladrões tentaram abrir um cofre menor. Sem sucesso, resolveram levar o cofre maior, no qual constariam R$ 100 mil, a maior parte em cheques, que serão sustados pela empresa. O valor seria utilizado para pagamento de fornecedores.

O cofre, além de computadores e outros bens do escritório, segundo relato do BO, foi transportado numa caminhonete Fiorino de propriedade da Plasútil. O veículo foi encontrado às 4h30 de ontem no quilômetro 344 da rodovia Marechal Rondon, nas proximidades do acesso ao bairro Colina Verde, em Bauru.

Para o primeiro-tenente PM William Carlos Padovini, comandante da Base Comunitária de Segurança Sudeste, a brutalidade empregada pelos assaltantes chamou a atenção. Eles agrediram os três funcionários e um deles acabou necessitando de atendimento médico. A violência empregada, na avaliação do oficial, indicaria amadorismo.

O fato do roubo ter sido registrado pelo sistema interno de câmeras de vídeo da empresa pode possibilitar o reconhecimento dos autores do crime. “O vídeo já está à disposição da polícia. Mesmo encapuzados, alguma coisa dá para identificar”, garante Padovini.

Na opinião do comandante, o assalto a uma indústria do distrito industrial é excepcional, porque as empresas não costumam guardar dinheiro. Por conta disso, Padovini considera fundamental que as firmas não guardem soma considerável em seus cofres e utilizem sistema de monitoramento por câmeras.

A reportagem tentou contato com o diretor-presidente da Plasútil, Marco Antonio Pereira, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.