08 de julho de 2026
Polícia

DIG/Garra esclarece roubo na Plasútil

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O assalto na Plasútil, instalada no Distrito Industrial 1 de Bauru, ocorrido na madrugada da última segunda-feira, foi esclarecido anteontem com a prisão de três homens, um deles era funcionário e outro ex-funcionário da empresa, e a apreensão de um menor. Pela maneira que os assaltantes agiram, desde o início das apurações a Delegacia de Investigações Gerais (DIG/Garra) de Bauru trabalhou com a possibilidade do envolvimento de funcionário ou ex-funcionário da empresa. Isso porque na ocasião havia dinheiro no cofre e a indústria estava vulnerável.

O delegado titular da (DIG/Garra), J.J. Cardia, prendeu anteontem Bruno Silva Picelli, 20 anos, Marcos Paulo Moreira, 23 anos, e Delton Rodrigues da Silva, 30 anos. Um menor foi apresentado à Vara da Infância e Juventude e outro acusado de envolvimento no roubo está foragido.

Cardia explicou que ao prender Picelli, porteiro da Plasútil e que estava de serviço no dia do assalto, os outros acusados de envolvimento no caso foram sendo identificados. Entre eles, Moreira que trabalhou alguns dias para a Plasútil na vigilância de uma creche que a empresa está construindo de frente para a fábrica.

Silva teria reconhecido a voz de um dos encapuzados no momento que os ladrões invadiram a indústria. A reportagem do JC apurou com os policiais da DIG que os assaltantes “compraram” Silva para que não os delatasse. Cardia ressalta ainda que as investigações continuam para se obter detalhes da ação e localizar um outro menor que teria participação no roubo.

A DIG/Garra apurou que apenas um dos três presos tem antecedentes criminais, sem mandato de prisão - os outros são primários. Se condenados, eles podem pegar pena de quatro a dez anos de prisão.

Cardia conta que foram recuperados R$ 119.165,00 roubados em poder dos acusados. Além disso, a DIG encontrou uma grande quantidade de talões de cheques de vários bancos. O delegado relata que os cheques e documentos de clientes foram queimados. Os policiais localizaram o cofre levado da Plasútil na casa de Moreira, no Mary Dota. O cofre apresentava um buraco na porta.

Foram apresentados dois computadores, três monitores e uma impressora também roubados do escritório da empresa. Com os acusados do assalto, a DIG/Garra apreendeu uma escopeta calibre 32, um revólver calibre 38, uma garrucha e dois aparelhos rádio-comunicadores. O revólver tomado do segurança da empresa, um Rossi calibre 38, também foi recuperado pela Polícia Civil.

Dinheiro na cueca

A maneira como um dos presos escondia o dinheiro do assalto causou surpresa entre os policiais. Cardia conta que na hora da vistoria, na sede da DIG/Garra, foi solicitado a um dos acusados de ter participado do assalto que tirasse a cueca. “Tinha R$ 5 mil escondidos na cueca. Nós mandamos que ele tirasse a roupa e observamos um grande volume. E aí mandamos que ele também tirasse aquela peça quando caíram todas as notas”, relata o delegado.