09 de julho de 2026
Bairros

Conselho aposta na qualidade de vida

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Informado pela reportagem do programa de cuidadores, Ubaldo Benjamim, que é presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (Comupi), elogiou a iniciativa da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). “Sem dúvida, o idoso que recebe visita domiciliar e tem acompanhamento, principalmente ser forem passadas orientações técnicas, tende a ter uma melhor qualidade de vida”, acredita.

Ele espera que os cuidadores ajudem a mudar a vida de idosos, como um que ele visitou recentemente. “A casa estava mal cheirosa, tudo sujo. Uma carência muito grande. Temos muitos idosos carentes, que, apesar de serem aposentados, gastam quase todo ou todo o salário com remédios. São pessoas que não têm condições de pagar uma outra pessoa e, na maioria das vezes, a família destes idosos também é carente”, comenta.

Porém, já prevê que muitos idosos vão oferecer resistência à interferência de uma pessoa estranha. Mas acredita que a dificuldade poderá ser driblada ser os cuidadores estiverem bem orientados em como lidar com idosos. Ele também avalia que, para atender todos os idosos carentes, seria preciso contratar mais cuidadores. “Bauru tem 36 mil idosos. Não sabemos quantos precisam de ajuda e são carentes, não podem pagar, mas sabemos que são muitos”, frisa.

Benjamim ressalta que é grande a parcela de idosos que não gosta de sair de casa para participar de atividades como as oferecidas gratuitamente no centro de convivência da Vila Vicentina Asilo para Idosos, também numa parceria da entidade com a Sebes.

O centro de convivência é aberto a idosos que chegam pela manhã, tomam café, fazem exercícios físicos, participam de atividades ocupacionais, como aulas de artesanato, culturais e recreativas, almoçam, são atendidos por profissionais da área de saúde se precisarem e, no final da tarde, retornam para suas casas.

Implantado no ano passado, apenas dez das 40 vagas abertas na época estão preenchidas. Os idosos têm dificuldade de locomover-se até a entidade, analisa a assistente social Rochelli Fabiana Amaral, funcionária da Vila Vicentina.