08 de julho de 2026
Turismo

Na terra do marechal

Eliane Barbosa com Agência Estado
| Tempo de leitura: 3 min

Apenas 21 quilômetros separam Maceió de Marechal Deodoro da Fonseca, cidade histórica onde nasceu o ilustre militar que proclamou a República.

A cidade, erguida às margens da Lagoa Manguaba, é construída em estilo colonial português, conta com um museu de arte sacra e igrejas centenárias como a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1755.

A arquitetura do museu por si só já vale a visita. Atente para o tamanho dos degraus da escadaria (de areia e óleo de baleia) que leva às salas de exposição: os detalhes impressionam.

Parte do mobiliário está na Sala do Mirante, que servia como local de “bate-papo” das freiras (na época em que lá ainda era um convento).

Banquinhos agregados às janelas representavam um momento de distração para as moradoras. Um grande oratório procedente da Igreja dos Martírios, de Maceió e móveis do século 19 completam a lista de atrações.

O acervo do museu é riquíssimo. Possui peças em ouro, prata, madeira policromada e barro dos séculos 17,18 e 19. Logo de cara o visitante vê dois belos exemplares, o Cristo Crucificado e o Cristo Morto, do século 18.

A coleção de esculturas cristãs exibe verdadeiras preciosidades, como as imagens dos santos-de-roca - bonecos que têm o rosto esculpido e cujo corpo é uma estrutura de madeira coberta por roupas -, da qual Nossa Senhora do Rosário ganhou uma representação.

A praia do Francês

Localizada na Região das Lagoas, Marechal Deodoro tem uma população de cerca de 35 mil habitantes e é privilegiada tanto pelo patrimônio arquitetônimo centrado em igrejas seculares, convento, museu, casario colonial e outros monumentos, como por belezas naturais: possui a maior ilha lacustre do Brasil (a de Santa Rita) e tem a praia do Francês, conhecida por sua beleza até no Exterior.

O município também é famoso por seu rico artesanato, composto de filés e labirinto, pela rica gastronomia e pela musicalidade a cargo de orquestras e bandas de pífanos.

Trata-se de uma localidade peculiar, de hábitos preservados, como a televisão no meio da pracinha que reúne moradores todo fim de tarde. E a bandinha impecavelmente trajada que ainda hoje se apresenta em dias de festa.

Outras surpresas estão reservadas aos visitantes. No povoado de Massagüeira, considerado o maior centro gastronômico de Alagoas, há restaurantes imperdíveis. Come-se lá muito bem e a preços módicos. Farta-se de peixe, camarão, maçunin, sururu, caranguejo, etc.

E, para a sobremesa, de doces e sucos variados, incluindo, claro, as irresistíveis cocadas da região.

Se a meta for comprar artesanato, atravesse de escuna e vá até o bucólico bairro de Pontal da Barra, já em Maceió, reduto das rendeiras alagoanas.

Filé, labirinto, rendendê, ponto de cruz, renascença e muitas mulheres na calçada, em frente a pequenas portas de madeira, da qual saem peças coloridas e bordadas à mão, são o cartão-postal do local.

*Viagem feita a convite da Revista Turismo & Negócios de Antonio Noya (Troféu Lagoa Mar) da TAM e Pantanal

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Deus é brasileiro

A praia do Francês, Marechal Deodoro, Piranhas e Penedo, incluindo Piaçabuçu e a foz do rio São Francisco são a prova de que Deus é brasileiro.

Lugares únicos em que Ele com certeza gostaria de estar. As cidades alagoanas oferecem programas para todos os gostos, incluindo passeios de barco pelo Velho Chico até sua foz.

Do porto de Piaçabuçu até a foz, o passeio de barco dura cerca de 15 minutos. Durante o trajeto, avistam-se casas às margens do rio (que tem 3 mil quilômetros desde a Serra da Canastra, em Minas Gerais, até encontrar o Oceano Atlântico). A maioria de pescadores que ficam a semana inteira fora e retornam às suas cidades aos sábados, dia de feira livre nas praças centrais.

As cidades alagoanas mesclam belezas naturais, lendas, histórias e lindas recordações. Se Deus escolheu um lugar com a cara do Brasil para descansar, ele finalmente encontrou.