08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os príncipes


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A impunidade, grande mazela da sociedade, estende-se até a atualidade. Essa endemia penetra nos alicerces do País, sendo um fardo para a economia, política e sociedade. Muitos nomes representativos no País usufruem do poder sem respeitar limites, até da vida humana, como se ainda vivêssemos sob dogmas de Maquiavel. Isso prova que a mentalidade colonialista, lamentavelmente, perdura e cresce metastaticamente. Nomes como Inocêncio Oliveira, recém-eleito primeiro-secretário da Câmara de Deputados e ex-presidente da mesma, é um exemplo dessa insídia ludianda. Acusado de desviar dinheiro público para irrigar as suas terras, também é investigado por manter trabalhadores sob regime escravo.

Outro exemplo é Antonio Carlos Magalhães. Forçado a renunciar por quebrar sigilo das votações da Câmara de Deputados, hoje é presidente da comissão da constituição e justiça (CCJ), e pior: o atual cargo foi obtido porque ele foi reeleito deputado federal pela Bahia.

O descaso com a lei é repugnante e ainda atinge alguns rincões do Brasil. O Norte é uma terra sem lei. Lá, a freira Dorathy Stang, que objetivava assentar famílias num pequeno trecho de floresta, foi morta brutalmente. Por quê? Como muitos predecessores, seus ideários de ajuda ao próximo atropelavam os interesses de eupátridas que usam de todos os meios para concentrar mais terra, influência e poder.

Essa situação atinge níveis insuportáveis e expande-se constantemente. Tais pessoas afetam a todos, direta ou indiretamente, com a sua cobiça interminável e inconseqüente.

José Arnaldo Shiomi da Cruz - estudante - RG 35.334.908-2