07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial


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Brasileiro tem a péssima mania de usar as mais variadas desculpas para não cumprir a lei. Some-se a isso a falta de informação - ou a "preguiça" de informar-se - e pronto: o cenário está montado para mais um "festival" de atitudes irresponsáveis.

Os novos extintores automotivos, cuja obrigatoriedade começou a partir de janeiro deste ano, é um exemplo típico. Apesar de já estar vigorando há cinco meses no País, poucos motoristas conhecem as diferenças entre o modelo antigo e novo e, principalmente, quando e se é realmente necessário substituí-lo.

E é nessa hora que as desculpas começam. Muitos não o adquirem alegando tratar-se de mais uma lei meramente arrecadatória. Um equívoco monumental, pois o custo de um extintor ABC novo não atinge o valor gasto durante cinco anos na compra de usados. E você ainda fica 60 meses dispensado das recargas, pois o produto não poderá ser recondicionado. Além disso, foi cientificamente provado: além de mais eficiente, o ABC é mais seguro que os antigos BC.

Já a confusão no momento de trocá-los tem uma só razão: desinformação. Eles obedecerão a validade da carcaça do cilindro, o chamado teste hidrostático. Não tem segredo. Quando ele vencer, é hora de trocar pelo ABC. Mas nada impede da substituição ocorrer antes. Afinal, sua segurança e a dos ocupantes dos veículos estão em jogo.

Marcelo Ferrazoli