08 de julho de 2026
Auto Mercado

Paixão sem fim

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

O dia do automóvel foi comemorado ontem em todo o País. Mas, apesar de terem sido criados há 120 anos (leia abaixo) e atualmente fazerem parte do cotidiano de milhões de pessoas, os veículos continuam acelerando corações e arrancando suspiros. Prova disso é o porteiro bauru-ense Jânio Ribeiro dos Santos, que manifesta seu afeto especial pelos carros colecionando publicações espe-cializadas, como revistas e jornais, inclusive o Auto-Mercado & Cia.

A admiração pelos carros e motos, outra paixão, nasceu cedo. Com 37 anos, começou a comprar revistas e guardar jornais desde os 12 anos incentivado pelo irmão, que era mecânico e sempre que podia o levava para a oficina e também passear de carro.

Fã do filme "Christine, o carro assassino" - ele tem o DVD, VHS e o vinil da trilha sonora do filme -, hoje o porteiro já acumula quantidade enorme de publicações. “Não sei precisar em quantidade, pois nunca parei para contar. Mas acho que tenho cerca de uma tonelada”, estima Santos. E a coleção não é ainda maior em razão de um infortúnio do porteiro, que teve o azar de uma goteira em um dos quartos de sua residência destruiu cerca de 150 revistas. “Eu as guardava em cima de um guarda-roupa e, quando vi o estrago, chegou a cortar o coração”, relembra.

E ele não pára. Freqüentemente, Santos corre às bancas para adquirir os exemplares semanais e mensais das publicações e atualizar a coleção. “Colecionar é um bichinho contagiante e, se quiser me encontrar em Bauru, é só ir para as bancas ou sebos. Fazer o que? Essa é minha paixão”, enfatiza.

O porteiro também não perde a chance de manter-se informado sobre o mundo automotivo e motociclístico durante o trabalho. Quando não está tão ocupado no serviço, aproveita os momentos de tranqüilidade para ler e distrair-se com os “carrões” e “motões”. Além disso, quem o conhece no emprego sabe que nem adianta arriscar papo sobre outra paixão nacional, o futebol. “Não gosto nem torço para nenhum time. Meu negócio é Fórmula 1, motovelocidade e tudo o mais sobre carros e motos”, frisa Santos.

E, como todo bom colecionador, o porteiro tem seus sonhos. Um deles é o de montar uma biblioteca especializada em carros e motos. O outro é o de patentear um sistema de direção desenvolvido e classificado por ele como revolucionário. “Ele pode ser instalado em qualquer modelo, mas não posso explicar como funciona porque senão estaria contando o segredo dele. Só que preciso patenteá-lo e, para isso, necessito da ajuda de empresários”, explica. Mas quando os sonhos referem-se ao “mundo rodante”, Santos não titubeia. “Queria o novo Dodge Charger RT, mas já ficaria contente com uma Mercedes série C”, brinca. “Já nas motos, queria uma Harley-Davidson Fat Boy 1340. Se tivesse condições financeiras, essa eu ia buscar antes do Dojão”, revela Santos.

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Você sabia?

• Os historiadores reconhecem dois alemães, Karl Friedrich Benz (1844-1929) e Gottlieb Wilhelm Daimler (1834-1900), como os pioneiros do automóvel?

• O primeiro automóvel foi fabricado, em 1885, por Karl Benz? Era um triciclo que atingia velocidade máxima de 13 km/h e tinha aparência de um carrinho de bebê gigante.

• O primeiro automóvel com quatro rodas foi lançado, em 1901, na Alemanha? Seu criador foi Gottlieb Daimler, o mesmo que lançou o primeiro Mercedes.

• Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, foi quem trouxe o primeiro autómovel para o Brasil, em 1893, um Daimler a vapor, na cidade de São Paulo? No Rio de Janeiro, os automóveis só chegaram no ano de 1897.

• Foi o americano Henry Ford (1863-1947) que construiu o primeiro carro movido a gasolina, em 1893?

• A primeira montadora a chegar ao Brasil foi a Ford, em 1919? A fábrica, instalada em São Paulo, montava o Ford T, o “Fordinho”, que foi um grande sucesso de vendas.

Fonte: livro "Guia dos Curiosos"